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Moldura

Barreiro - Montijo - PalmelaSANTAS DE ROCA de Costanza Givone

. BARREIRO - Auditório Municipal Augusto Cabrita, sábado 21 de Setembro, 21h30

Uma boneca solitária com olhos de santa leva-nos em viagem a um mundo feminino feito de procissões e proibições, de festas e descobertas. Vidas sonhadas, vidas vividas, vidas esquecidas.
Um olhar sobre nós mesmas entre hoje e ontem.

4 min de leitura
Barreiro - Montijo - Palmela SANTAS DE ROCA de Costanza Givone

Por Jornal Rostos

SANTAS DE ROCA de Costanza Givone

Duração Espectáculo 80 min (aprox.)
Lotação Máxima Não tem
Público Alvo Público Geral
Faixa Etária M/6
Género Artístico Multidisciplinar/Arte Comunitária

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Conceção e direção: Costanza Givone
Co-criação e interpretação: Inês Tarouca e Rafaela Salvador
Co-criação e interpretação comunidade: Catarina Pereira, Isabel Lobo, Maria do Céu
Calçada, Mariana Ganaipo, Maria João Rodolfo, Sofia Frazão
Assistência: João Vladimiro
Musica: João Aguardela
Sonoplastia: Rui Gato
Desenho de luz: Rui Alves
Objectos: João Calixto
Colaboradores construção: Nuno Tomaz, João Alberto Nogueira
Produção e figurinos: Marta Felix
Produção: ARTEMREDE – TEATROS ASSOCIADOS

SANTAS DE ROCA

Uma boneca solitária com olhos de santa leva-nos em viagem a um mundo feminino feito de procissões e proibições, de festas e descobertas. Vidas sonhadas, vidas vividas, vidas esquecidas.
Um olhar sobre nós mesmas entre hoje e ontem.
Tudo começa com uma estranha procissão pelas ruas da cidade, que no teatro encontra o seu santuário. A princípio fala-se baixinho, como na igreja, sobrepõem-se as palavras de diferentes gerações, até que as palavras se tornam dança, a música invade o espaço, e a vitalidade das mulheres toma conta do teatro. Já não há obrigações nem proibições, não há roupinha branca para vestir, sapatos apertados, ombros cobertos, véus pretos. Os pedaços da grande boneca enchem o espaço de imagens extraordinárias e neste palco onde os sonhos se confundem com as
lembranças uma saia pode ser um barco, um braço uma bengala, as procissões festas; os corpos caem e são levantados, os amores desejados voam como fantasmas e as pernas não têm cabeça.
Um espectáculo feito por mulheres que leva o público para dentro de um universo feminino em que tudo se transforma e nada é o que parece.

Nota de intenções

A ideia do espectáculo nasceu quando pela primeira vez vi uma santa de roca, exposta numa loja de antiguidades. Era uma estátua para altares domésticos da dimensão de três palmos, que atraiu a minha atenção mais do que qualquer outro objecto sumptuoso e dourado exposto na vitrina, se calhar pela tristeza dos seus olhos, a delicadeza das suas mãos, a força e a simplicidade da saia, se calhar porque era um objecto que pertencia ao passado, dalguma forma esquecido, privado da sua roupa e da sua sacralidade, que me falava das mulheres de todos os tempos. O sacro e a
mulher são os dois temas desta viagem acompanhada por uma “santa”, duas bailarinas e um grupo de mulheres de Alcanena.
Quis trabalhar com um grupo de mulheres, não profissionais, para criar um espectáculo feito de pessoas reais e das suas inquietações, mulheres com idades e experiências de vida diferentes. Por isso, o processo criativo começou com uma série de laboratórios para um grupo amplo de mulheres, um espaço de troca entre bailarinas, uma enfermeira, uma professora, uma responsável de venda de cosméticos, uma microbiologista, uma empresária fúnebre, entre outras, onde, ao lado de momentos de trabalho de corpo e voz, havia conversas e partilha de experiências.
Algumas destas mulheres irão fazer parte do elenco fixo do espectáculo.
Interessa-me que o espectáculo saia do teatro e ande pelas ruas da cidade, que desperte o interesse de quem não costuma ir ao teatro, que lembre que o teatro é vivo e existe, que não esteja fechado entre quatro paredes.
Pedi ao João Calixto para construir a nossa “santa-marioneta”, objecto fundamental do espectáculo, capaz de se transformar e partir em pedaços, feito de madeira, metal e cera, um objecto forte e ao mesmo tempo capaz de derreter-se.
A banda sonora será principalmente composta pelas músicas de João Aguardela, do projecto Megafone, não será música original, mas será um ponto de partida para a criação, pela sua capacidade de falar de tradição e contemporaneidade, e lembrar-nos que o nosso presente é feito de passado.

ITINERÂNCIA

ALCANENA
. Cine-Teatro São Pedro | sábado 6 de Julho 2013 | 21h30

PALMELA
. Cine Teatro São João | sábado 20 de Julho 2013 | 21h30

OEIRAS
- Auditório Municipal Ruy de Carvalho | sábado 14 de Setembro 2013 | 21h30

BARREIRO
. Auditório Municipal Augusto Cabrita | sábado 21 de Setembro 2013 | 21h30

MONTIJO
. Cinema Teatro Joaquim d´Almeida | sábado 28 de Setembro 2013 | 21h30

ABRANTES
. Cine-Teatro S. Pedro | sábado 19 de Outubro | 21h30

Créditos fotográficos João Vladimiro

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