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Almada - Concerto na Igreja do FeijóCoro Polyphonia Schola Cantorum dirigido pelo maestro Sérgio Fontão

O coro Polyphonia Schola Cantorum apresenta-se no Sábado, 18 de Janeiro, às 19 horas, na Igreja Paroquial do Feijó. A entrada é livre.

Sob a direcção do maestro Sérgio Fontão, serão apresentadas obras de D. Pedro de Cristo e Estêvão Lopes Morago, além de canções tradicionais portuguesas de Natal.

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Almada - Concerto na Igreja do Feijó Coro Polyphonia Schola Cantorum dirigido pelo maestro Sérgio Fontão

Por Jornal Rostos

O coro Polyphonia Schola Cantorum, pessoa colectiva de utilidade pública, foi criado em 1941 por iniciativa de Olga Violante, Sara Navarro Lopes, João da Silva Santos e Sebastião Cardoso e teve como primeiro Cantor-Mor, ou regente, o insigne musicólogo Mário de Sampayo Ribeiro, que o dirigiu até à sua morte, em 13 de Maio de 1966.

Foi intenção dos fundadores dar vida a um organismo coral de carácter permanente que pudesse dedicar-se, especialmente, à descoberta e divulgação dos tesouros da música portuguesa, então perdidos em arquivos e bibliotecas.

O êxito desta iniciativa foi notável: ressurgiram em todo o seu esplendor os centros musicais de Évora, Elvas, Lisboa, Coimbra e Viseu e, com eles, as obras dos grandes mestres dos séculos XVI e XVII, que Polyphonia deu a conhecer através da sua publicação e da sua interpretação em concertos.

Com efeito, grande parte destas obras tem sido divulgada, ao longo de 72 anos de actividade ininterrupta, por todo o país e no estrangeiro, através de muitas centenas de actuações, da publicação de edições de partituras de música polifónica religiosa e popular portuguesa e, ainda, de gravações em disco de peças do seu repertório.

Desde o início da sua actividade tem actuado também no estrangeiro, apresentando-se com êxito, designadamente, em Espanha, onde actuou nas catedrais de Santiago de Compostela, Salamanca e Badajoz, na Universidade de Salamanca e nas cidades de Ponferrada, Astorga, León e Zamora; em França, na Grande Sala do Conservatório de Grenoble, na igreja de São Paulo em Lyon e em Troyes e Paris; em Inglaterra, no London King’s College e no Wigmore Hall, em Londres; em Macau, onde efectuou vários concertos; em Itália, na cidade de Loreto, onde, em 1994, foi um dos 14 coros seleccionados, entre 87 concorrentes de 26 países, para participar no 34.º Festival Internacional de Capelas Musicais, tendo sido o primeiro coro português a estar presente em tão importante manifestação. Em 1995, Polyphonia deslocou-se às cidades do Vaticano e de Roma, por iniciativa e organização da Embaixada de Portugal no Vaticano e do Instituto Português de Santo António de Roma, tendo efectuado, em 13 de Junho, na igreja de Santo António dos Portugueses, um concerto, para o corpo diplomático e altas individualidades civis, militares e religiosas, integrado nas comemorações oficiais do oitavo centenário do nascimento de Santo António.

Atendendo à elevada contribuição de Polyphonia em prol da música, e em especial da música polifónica portuguesa, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1985, a Medalha de Mérito Cultural pelo então ministro da Cultura.
Desde 2004, o coro Polyphonia Schola Cantorum é dirigido pelo maestro Sérgio Fontão.

Sérgio Fontão

Sérgio Fontão iniciou os estudos musicais aos cinco anos de idade, sob a orientação de seu pai. Posteriormente, frequentou a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) e a Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa), onde concluiu o curso de Canto, depois de estudos de Piano, Harpa e Percussão. Paralelamente, concluiu a licenciatura em Comunicação Social na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o curso de Gestão das Artes no Centro de Formação do Centro Cultural de Belém. Actualmente, é mestrando em Direcção Coral na Escola Superior de Música de Lisboa.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento em Canto com Jill Feldman, Marius van Altena, Max von Egmond, Peter Harvey e Tom Krause; em Música Antiga com Richard Gwilt, Ketil Haugsand, Peter Holtslag, Jonathan Manson, Owen Rees e Rainer Zipperling; em Direcção Coral com Luc Guilloré, Tõnu Kaljuste, David Lawrence, Julian Wilkins, Simon Halsey, André Thomas, Frieder Bernius, Peter Broadbent, Colin Durrant, Jo McNally e Georg Grün; e em Direcção de Orquestra com Robert Houlihan.

Como membro ou director de diversas formações vocais e instrumentais, realizou concertos em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Áustria, Itália, Malta, Brasil, Argentina, Uruguai, México, EUA, Canadá, Turquia, Índia, Japão e China. Participou, também, em espectáculos de ópera e teatro e efectuou gravações para cinema, rádio, televisão e em disco, para as etiquetas Aria Music, Dinemec Classics, EMI Classics, Fnac Music, Milan, Movieplay Classics, Numérica, PentaTone, Philips, PortugalSom, Sole mio, Virgin Classics e Virgin Veritas.

Entre os diversos agrupamentos com os quais tem colaborado, contam-se o Coro Gulbenkian, Coro de Câmara de Lisboa, Vozes Alfonsinas e Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Actualmente, além do coro Polyphonia Schola Cantorum, dirige os coros Voces Caelestes, Coro do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal, Coral Allegro, Coral Encontro, Coral de Linda-a-Velha, Coro dos Jerónimos e Coral Vértice (grupo vocal masculino fundado em 1974 por cantores do Coro Gulbenkian). Lecciona as disciplinas de Técnicas de Direcção Coral e Instrumental e Educação Vocal, no âmbito da licenciatura em Música na Comunidade (Escola Superior de Educação de Lisboa/Escola Superior de Música de Lisboa).

Paralelamente ao seu trabalho como intérprete, tem desenvolvido actividade nas áreas do jornalismo, da comunicação institucional, da edição de música impressa e da gestão de projectos e instituições culturais.

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