Espadarte em destaque nos restaurantes de SesimbraSemana gastronómica de 12 a 21 de setembro

Por Jornal Rostos
Na Semana Gastronómica do Espadarte, os chefs surpreendem o público com pratos inovadores e variados, desde as receitas mais tradicionais, como o espadarte grelhado ou de cebolada, com azeite, alho e louro, até a opções mais ou menos elaboradas, mas que preservam o sabor deste peixe que o torna tão especial.
Organizado anualmente pela Câmara Municipal de Sesimbra desde 2007, a Semana do Espadarte pretende divulgar esta espécie que se tornou num símbolo da vila, dando nome à primeira unidade hoteleira na marginal, o Hotel Espadarte, que veio a revelar-se o primeiro grande impulso para o desenvolvimento do turismo.
A Semana Gastronómica do Espadarte é organizada pela Câmara Municipal de Sesimbra, em parceria com a Associação de Comerciantes e Industriais do Concelho de Sesimbra, a Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal – Delegação de Sesimbra, a Junta de Freguesia de Santiago e a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, com o apoio da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL).
Sobre a Pesca do Espadarte
Data de 1913 o primeiro espadarte capturado em alto mar com cana e carreto, feito conseguido por Wiliam C. Boschen, nas águas de Catalina, Estados Unidos da América. Desde então, a espécie tornou-se no mais cobiçado troféu para os pescadores desportivos, e a atividade espalhou-se pelo mundo.
Em Sesimbra, a prática do Big Game Fishing, designação dada a este tipo de pesca, iniciou-se em 30 de outubro de 1954, quando Manuel Frade capturou um exemplar com 153 Kg, tornando-se no primeiro a “bater” um espadarte no Atlântico europeu.
Nos anos seguintes, esta pesca foi ganhando adeptos. Entre os seus impulsionadores destaca-se Arsénio Cordeiro, médico e professor catedrático, que estudou cientificamente a espécie e elevou o potencial da vila junto das principais entidades do Big Game Fishing.
A pesca ao espadarte tal como hoje a conhecemos, foi iniciada em meados da década de 90 do século XX. É efetuada por intermédio de embarcações que podem ter entre 24 e 28 metros, equipadas com modernos aparelhos eletrónicos. A caçada é composta por um cabo onde são fixados até 1150 anzóis, largados a uma profundidade compreendida entre os 120 e os 250 metros, numa extensão máxima de 110 quilómetros. É feita maioritariamente entre Portugal continental, os Açores, a Madeira e as ilhas Canárias. Cada viagem dura, em média 23 dias.













