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Coimbra acolhe encontro internacional sobre dados abertos

Iniciativa organizada pelo Instituto Pedro Nunes serve para consciencializar os organismos públicos e, em particular, as autarquias para a directiva comunitária sobre Informação do Sector Público (PSI Directive, 2013) que será transposta para a legislação portuguesa e determinará a disponibilização de dados abertos não pessoais produzidos, armazenados ou recolhidos.

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Por Jornal Rostos

Dados que podem ser usados livremente, reutilizados e redistribuídos por qualquer pessoa, desde que seja explícita a proveniência, é o que vai estar em análise no RAW Open Data*, um evento internacional que vai decorrer, em Coimbra, nos dias 16 e 17 de Outubro, quinta e sexta-feira, promovido pelo Instituto Pedro Nunes (IPN).

Trata-se de uma iniciativa que permite saber o que são dados abertos, quais as suas vantagens e ainda conhecer casos de sucesso de plataformas tecnológicas que possibilitam a sua disponibilização.

A organização deste encontro pelo IPN é realizada no âmbito do CITEK (http://your-innovation.eu) e Transcreativa (http://transcreativa.eu), dois projectos europeus que propõem dar visibilidade à temática dos dados abertos.

No primeiro dia, 16 de Outubro, destaca-se a intervenção do presidente da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), Paulo Neves, que dará a conhecer a experiência portuguesa na área. As conferências e debates contam ainda com a participação de Irina Bolychevsky, da Open Knowledge Foundation; Martín Álvarez Espinar, da W3C Espanha; Cristiana Sappa, do projecto LAPSI II Network, entre outros.

No dia 17, sexta-feira, decorre uma Hackathon (maratona de programação) que vai permitir que os participantes produzam aplicações com recurso a dados abertos, entre os quais se encontram dados da Universidade de Coimbra que contribuíram para a sua classificação como Património Mundial da UNESCO.

Mais de 100 pessoas participarão no RAW Open Data para partilhar ideias e discutir a temática de dados abertos. A participação é gratuita, com lugares limitados atribuídos por ordem de inscrição

As temáticas dos dados abertos e conhecimento apresentam-se como respostas estratégicas nos contextos económico e social da actualidade
A Comissão Europeia reconhece as oportunidades económicas e sociais criadas pela utilização dos dados abertos, nomeadamente no potenciar o aparecimento de oportunidades de negócio através de novos serviços e produtos; no aumento da visibilidade e transparência dos organismos públicos; no incentivo à participação dos cidadãos na política e na sociedade e melhoria dos serviços prestados aos cidadãos.
Nesta linha, a Comissão Europeia definiu uma estratégia para tornar abertos os dados não pessoais produzidos, armazenados ou recolhidos por organismos públicos. Um exemplo da aplicação dessa estratégia é a directiva comunitária sobre Informação do sector público (PSI Directive, 2013 que deverá ser transposta para legislação portuguesa durante o ano de 2015

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