Na Cidade Sol- BarreiroEvocar o nascimento do cinema em Moçambique
“Kuxa Kanema”, quer dizer o nascimento do cinema e o seu objectivo era filmar a imagem do povo moçambicano e devolvê-la ao povo.
Por Jornal Rostos
A PRIMEIRA ACÇÃO CULTURAL do governo Moçambicano logo após a independência, em 1975, foi a criação do Instituto Nacional de Cinema (INC).
O novo presidente, Samora Machel, tinha especial consciência do poder da imagem e de como utilizá-la para construir uma nova nação socialista. As unidades de Cinema Móvel vão mostrar por todo o país a mais popular produção do INC, o jornal cinematográfico Kuxa Kanema.
Kuxa Kanema quer dizer o nascimento do cinema e o seu objectivo era: filmar a imagem do povo e devolvê-la ao povo.
HOJE A REPÚBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE passou a ser, simplesmente, a República de Moçambique.
Da grande empresa que foi o INC não sobra quase nada. Destruído por um fogo em 1991, só restam do edifício salas e corredores abandonados onde alguns funcionários esperam pacientemente a reforma. Num anexo apodrecem, esquecidas, as imagens que são o único testemunho dos onze primeiros anos de independência, os anos da revolução socialista.
É ATRAVÉS DESTAS IMAGENS e das palavras das pessoas que as filmaram que seguimos o percurso de um ideal de país, que se desmorona, pouco a pouco, com o ideal de "um cinema para o povo" e com os sonhos das pessoas que um dia acreditaram que Moçambique seria um país diferente.
Hoje, sexta-feira às 21 horas, a JUNTA DE FREGUESIA DE SANTO ANTÓNIO DA CHARNECA, em parceria com a CÍRCULO SOLAR-MATERNIDADE DE IDEIAS, vão exibir o filme KUXA KANEMA, na colectividade JUVENTUDE DA CIDADE DE SOL.













