Saltar para o conteúdo
Moldura

Em Alcácer do SalA Cultura está na rua no mês de Maio

Um festival e um colóquio internacional sobre cantos de improviso e uma recriação histórica que promete envolver toda a vila do Torrão são os grandes destaques do “Maio, mês da Cultura”, que volta este ano para a terceira edição. Durante este mês, o concelho vai estar em festa com exposições, dança, música, cinema, feiras e passeios pedestres.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Esta sexta-feira será possível assistir, na ponte pedonal de Alcácer do Sal, à actuação da Banda Filarmónica Progresso Matos Galamba (a banda da Pazoa) e do Rancho Folclórico de Alcácer do Sal, pelas 21h30. Na segunda-feira, às 10 horas, na praça Pedro Nunes, é inaugurada o percurso pedonal do “Senhor dos Mártires”. Este percurso de cerca de 13 quilómetros e três horas de duração tem como objectivo a observação de fauna e flora aliada à descoberta do património construído e edificado de Alcácer do Sal.

Um festival internacional e um colóquio dedicado aos cantos improvisados serão as grandes apostas para as noites de 16 e 17 de Maio. Pelas 21 horas, do dia 16, sobem ao palco do Auditório Municipal de Alcácer do Sal os grupos “Trovo de Múrcia”, de Espanha; “Bonecos de São Bento do Cortiço”, de Estremoz e “Ladrão do Sado”, de Alcácer do Sal. O colóquio internacional intitulado “Cantos de Despique” incide sobre as metodologias de inventário e os processos de salvaguarda do cante alentejano. No Auditório Municipal de Alcácer do Sal, a partir das 10 horas, a conferência conta com as participações de Pedro Paredes, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal; José Nascimento, director-regional de Cultura do Alentejo; Clara Bertrand Cabral, da Comissão Nacional da UNESCO ou de Paolo Scarnecchia, da Universidade do Mediterrâneo, entre muitos outros oradores que vão debater questões relacionadas com a problemática do canto do improviso. O colóquio termina às 17 horas, com a apresentação do Plano de Salvaguarda para o Ladrão do Sado e a assinatura do protocolo de colaboração entre a Direcção-Regional de Cultura e o Município de Alcácer do Sal para a instalação de um centro para a salvaguarda da décima e do verso improvisado. A festa continua à noite: pelas 21 horas, no mesmo local com os grupos “Oitava Rima” de Itália, o “Cante do Baldão e Despique” de Portugal. Voltam a actuar o “Trovo de Múrcia” e “Ladrão do Sado”.

À mesma hora, mas na vila do Torrão, é inaugurada a exposição “Marcas do Renascimento”. A mostra faz um enquadramento sobre o legado do renascimento no património arqueológico e arquitectónico e nas artes no concelho e retrata duas figuras de relevância da época: o escritor Bernardim Ribeiro e o matemático Pedro Nunes. Haverá durante a inauguração uma declamação de poesia de Bernardim Ribeiro, pelo Teatro do Rio. A exposição estará patente no museu até ao dia 15 de Julho, de segunda a sexta, das 9 às 13 e das 14 às 17 horas e nos primeiro e terceiro sábados do mês.

De 23 a 25 de Maio, chega a recriação histórica e a feira renascentista “Ao tempo de Bernardim Ribeiro”, na vila do Torrão. A recriação pretende homenagear Bernardim Ribeiro, escritor natural daquela vila e, à semelhança do que aconteceu o ano passado em Alcácer do Sal com o legado romano, este ano a época quinhentista está em destaque. O Torrão vai ser invadido por uma corte renascentista, com reis, príncipes, nobres e vassalos, que desfilarão pelas ruas da povoação. Durante os três dias haverá jogos tradicionais, demonstrações de dança e música, tiro com arco, falcoaria, mostra de armas, repasto histórico. A praça Bernardim Ribeiro recebe a feira com produtos tradicionais e regionais e artesanato, que abre sexta-feira, dia 23 pelas 14 horas. No fim-de-semana abrirá entre as 11 e as 24 horas. A noite de 23 de Maio encerra, às 22 horas, com a peça “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, encenada pelos alunos da EB 2,3 Bernardim Ribeiro, do Torrão. O teatro volta no serão de domingo, com o “Teatro do Rio” que traz uma peça que mistura dança e declamação de uma écloga do poeta palaciano homenageado. Os restaurantes “O Belo Horizonte”, “O Excelentíssimo”, “O Afluente do Sado” e “O Besugo” terão ementas históricas durante os dias da recriação.
O Mês da Cultura inclui também um ciclo de cinema português ao ar livre a iniciar na segunda quinzena de Maio e cuja programação será divulgada atenpadamente.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção