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Moldura

Em GrândolaAlexandre Dale apresenta “Um Breve Rumor nos Corredores do Silêncio”

“Um Breve Rumor nos Corredores do Silêncio” é o título do primeiro álbum de originais de Alexandre Dale, com lançamento marcado para 24 de Outubro, às 21h30 na Biblioteca Municipal de Grândola.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Alexandre Dale é escritor, poeta, músico, compositor e cantor.
O disco de estreia apresenta 13 temas, escritos em português, com alguma uniformidade sonora de subtil progressão dos temas mais obscuros para os mais luminosos, que Dale situa como “pop-rock-blues-soul portuguesa”.

Segundo o autor “Um Breve Rumor nos Corredores do Silêncio” “…resume todo o seu programa de trabalho musical para os anos vindouros e desde sempre: é sobre a matriz do silêncio que toda a música se revela e toma forma”.

Para ver e ouvir no próximo dia 24 de Outubro.
Entrada Grátis

ALEXANDRE DALE

Alexandre Dale é escritor, poeta, músico, compositor, cantor e outras coisas mais, que para o caso não interessam grande coisa. Tem livros editados, toca ao vivo sempre que lhe calha, e tem como uma das suas divisas a ambígua frase: “o amor faz andar o mundo”. Outra das suas divisas é o euro. Não toca piano, nunca lhe calhou uma francesa mas aborda com algum estilo.
O seu sentido de humor é lendário, seco e delirante como o ar do deserto, pelo que já granjeou alguns inimigos por conta do dito cujo. Não pretende ser mais famoso que Cristo, o que só lhe fica bem, e gosta de um bom copo, na hora certa, que são todas, se bem que não atinja o nível de refinamento etílico do Sr. Palma, com o qual, aliás, é muitas vezes (injustamente) comparado. Também poderia dizer-se que passa a maior parte do seu tempo a pensar o sexo, o que não é verdade.
A propósito de nada, e num finale anti-biográfico que classificaríamos no mínimo de estapafúrdio, calha bem declarar ainda, nesta breve nota destinada essencialmente a dar alguma animação à imprensa portuguesa e seus pares em outros media, que o melhor tema pop editado este ano, até ao momento, se chama “Dream on girl”, da menina Rita Sapatos Vermelhos. Pelo que o Sr. David se deverá roer de inveja. Dixit.

DO TRABALHO
O seu primeiro disco, aquele de que aqui se fala, tem o pretensioso título “Um breve rumor nos corredores do silêncio”. Pretensioso, segundo as opiniões alheias (comprido, dizem, mas se optarem, como o seu construtor, pelo code name interno de “Rumor”, verão que há um sítio muito interessante onde podem meter essas opiniões), dado que o autor gosta dele, ainda para mais porque resume todo o seu programa de trabalho musical para os anos vindouros e desde sempre: é sobre a matriz do silêncio que toda a música se revela e toma forma.
Chamar-lhe disco é que é pretensioso, dado que no fundo se trata apenas de uma maqueta com edição oficial, digamos, sendo que aqui se deverá entender maqueta como uma declaração de intenções, um “já lhe dei o meu cartão?”, a predefinição do que o seu criador pretende fazer de seguida, num jogo de mostra-e-esconde que muito lhe agrada. Com efeito, os temas presentes neste trabalho, treze, pertencem a futuros trabalhos que o autor ambiciona ainda vir a realizar, mas esses já com a maioridade de som que ele imagina para as suas canções, quando as sonha.
Apesar de haver uma uniformidade sonora no disco quase exasperante (segundo alguns juízos, uma vez mais, soporífera mesmo), a verdade é que subsiste no mesmo um conceito de subtil progressão dos temas mais obscuros para os mais luminosos, com passagem por uns quantos onde as nuvens se alternam com o sol, como nos melhores dias de outono.

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