Saltar para o conteúdo
Moldura

27 Maravilhas da história do nosso território em exposição em Lisboa«As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal»

A Exposição “As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal” estará patente ao público, de 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010, no Museu Geológico de Portugal, pertencente ao Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
Esta exposição reflecte a escolha de algumas peças notáveis das Colecções de paleontologia, de Arqueologia pré-histórica e de Mineralogia.
Ao longo da exposição, os visitantes poderão encontrar testemunhos excepcionais da história do nosso território e dos animais e plantas que aqui viveram ao longo de milhões de anos, bem como da presença dos nossos antepassados.

16 min de leitura
27 Maravilhas da história do nosso território em exposição em Lisboa «As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal»

Por Jornal Rostos

O Meteorito do Monte das Fortes (caído em Portugal em 1950); a Bacia de um Omosaurus lennieri (dinossauro herbívoro encontrado na zona de Lourinhã-Peniche-Caldas da Rainha); o crânio de um super-crocodilo que viveu há cerca de 12 milhões de anos na actual zona de Chelas; uma árvore com cerca de 5 milhões de anos; as primeiras flores de Portugal; uma flor com cerca de 470 milhões de anos; um cão de há cerca de 6.000 anos e objectos de há 5.000 anos a.C, são algumas das 27 maravilhas que fazem parte desta exposição.

“Quando já tanto se falou das maravilhas do Mundo e de Portugal, julgamos oportuno trazer a público outro tipo de “maravilhas” cuja dificuldade esteve em escolher 27 por entre tantas”, refere a organização da exposição.
“As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal” resultado do trabalho de sucessivas gerações de investigadores e técnicos, que começou há mais de 150 anos, junta algumas das peças mais preciosas, únicas no País verdadeiro Património Nacional e testemunho da nossa história.
A inauguração decorre no dia 27 de Outubro às 17h, na Rua Academia das Ciências 19 – 2º, em Lisboa.

«As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal»

1 - Hungioides bohemicus (Novák in Perner)
A placa única no mundo

Esta peça é única no mundo, por conter 2 exemplares adultos desta espécie de Trilobite na mesma placa.
As Trilobites eram Artrópodes que viveram exclusivamente no mar, tendo este grupo persistido ao longo de toda a Era Paleozóica, durante cerca de 300 milhões de anos. Em Portugal, as T Trilobites são fósseis frequentes no Ordovícico (Valongo, Arouca, etc.) mas também no Silúrico e no Devónico. Este exemplar provém da célebre jazida de Canelas (Arouca), onde vale a pena visitar o Museu local.

2 - Pirite
Um espelho feito de pedra

A fricção provocada pelo deslocamento ao longo de uma falha no seio da massa de pirite (Fe F2) das antigas minas de S. Domingos (Mértola), deu origem a esta superfície polida, a que se pode chamar literal e duplamente “espelho de falha”.
É possível ver no “espelho” estrias indicadoras da direcção do deslocamento. A pirite oxida-se facilmente em contacto com a atmosfera, que é o que acontece à massa onde o espelho se formou, mas este tem resistido bem à alteração

3 - Quartzo
O cristal gigante vindo de Moçambique

Não se sabe em que altura e porquê este gigantesco cristal de Quartzo (Si O2) entrou para as colecções da antiga Comissão Geológica. Trata-se de quartzo hialino, com numerosos cristais de turmalina (silicato complexo de boro e alumínio) negra, em agulhas, proveniente das célebres minas do Alto Ligonha (Moçambique) onde tantos e tão belos cristais deste e doutros minerais têm sido encontrados.
A sua quase perfeita forma cristalográfica corresponde a um romboedro do sistema hexagonal.

4 - Meteorito do Monte das Fortes
A rocha que caiu do céu

A queda deste meteorito deu-se em 30 de Agosto de 1950, nas imediações da Aldeia dos Ruins, em Monte dos Fortes (Ferreira do Alentejo).
O seu estudo foi efectuado por E. Jeremine e publicado no vol. 35 das Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal (1954). A sua idade foi calculada em cerca de 4.000 milhões
de anos (Geiss, Hirte e Oeschger, 1956).
Foi considerado como um condrito, cujo mineral predominante é uma olivina mais rica em magnésio do que ferro, sendo também abundante a bronzite (piroxena). A sua superfície encontra-se calcinada pela elevada temperatura atingida pela fricção do meteorito quando da sua entrada na atmosfera.

5 - Bacia de Omosaurus lennieri Nopcsa (=Dacentrurus lennieri)
Um dinossáurio pacífico mas com armadura

O conjunto dos ossos da bacia deste Dinossáurio herbívoro é notável por estar quase completo.
N Na Sala de Paleontologia existem numerosos ossos pertencentes a esta espécie e que permitem a reconstituição de grande parte do seu esqueleto que atingia 7 m de comprimento. Esta espécie viveu no Jurássico Superior (há cerca de 150 milhões de anos) na zona da Lourinhã-Peniche-Caldas da Rainha.
Este exemplar foi encontrado em 1945, junto à Foz do Arelho, estando o seu estudo publicado no vol.2 (1957) das Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal.
Recentemente, a revisão da sua classificação atribui-lhe nova designação: Dacentrurus lennieri (Nopcsa).

6 - Crânio do crocodilo (Gavialosuchus americanus lusitanicus Sellards)
O super-crocodilo que vivia em Chelas

É um exemplar excepcionalmente bem conservado, que viveu no Miocénico, há cerca de 12 milhões de anos, na actual zona de Chelas (Lisboa) e que, naquela altura, era uma vasta zona alagada onde viviam, também, Mastodontes e muitos dos animais antepassados dos que hoje se encontram na África tropical húmida, cujos fósseis se encontram expostos na mesma sala.
O seu comprimento total devia rondar os 8 a 9 m, o que lhe conferia as dimensões de um super-crocodilo!

7 - Juniperoxylon pachiderma (Göppert) Krausel
Uma árvore do passado que chegou até hoje.

Era uma árvore de tronco volumoso, que vivia em zonas pantanosas, como os actuais Everglades (Florida) há cerca de 5 milhões de anos (Pliocénico). Devia ser bastante comum nesta altura no nosso país, porque foram encontrados fósseis desta espécie em vários locais: Barracão, Rio Maior, Alenquer, Óbidos, Leiria, etc. , mas também, frequente no resto da Europa e na Ásia.
A partir da contagem dos anéis conclui-se que este exemplar tenha vivido mais de 250 anos.
O tronco encontra-se lenhitificado, não mineralizado.
Esta espécie, que pertence à ordem das Coníferas, tem como equivalentes actuais os zimbros.

8 - Folhas fossilizadas em cinzas vulcânicas
Um vulcão “delicado” que preservou as folhas de plantas

Estes fósseis correspondem a impressões de folhas em tufos vulcânicos da Ilha de S. Miguel, Açores, provenientes de erupções anteriores ao povoamento das ilhas.Todas as espécies pertencem à flora actual: loureiro, hera e filhado, entre outras não expostas, o que prova que estas espécies são autóctones e não introduzidas pelo Homem. Estes fósseis foram estudados por F. Diniz (Comun. Serv. Geol. Portugal, nº. 46, 1962).

9 - Angiospérmicas do Cercal
As primeiras flores de Portugal

As primeiras plantas com flor (Angiospérmicas) tiveram um aparecimento relativamente tardio na história da Terra, pois só surgiram no Cretácico Inferior, sendo conhecidas desde o Hauteriviano (130 MA) através dos seus polenes. No entanto, uma das mais antigas jazidas
que se conhecem no Mundo onde ocorrem macrorrestos das próprias plantas encontra-se em Portugal, nas imediações do Cercal (Torres Vedras) nas designadas Camadas de Almargem, que são datadas do Aptiano-Albiano (120 MA).
Eram plantas de pequeno porte, que viviam junto a rios e lagos, cujos depósitos contêm, também, fósseis de Peixes e de Ostracodes.

10 - Vegetais do Carbónico
A floresta que se transformou em carvão

Durante o Carbónico, há mais de 300 MA, a parte sul do nosso território estava debaixo do mar, mas a zona norte encontrava-se a descoberto tendo-se aí desenvolvido vastas zonas pantanosas possuidoras de vegetação luxuriante de que muitas espécies fossilizaram. Grande parte destas espécies foram estudadas entre outras por B. Gomes (1865), W. Lima (1888),
C. Teixeira (1949) e R. Wagner e J. L.Sousa, (1983) e os resultados publicados nas Memórias
e Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal.
A matéria vegetal depositou-se nesses pântanos e, ao abrigo do oxigénio atmosférico, alterou-se com perda dos componentes voláteis e consequente concentração em carbono. A acumulação de grandes massas desse material deu origem a níveis de carvão cuja evolução, em função da temperatura e do soterramento profundo, deram origem às jazidas de hulha e de antracite de S. Pedro da Cova e Pejão.
11 - Delgadocrinus oportovinum, Ausich, Sá e Gutierrez–Marco
A “flor” de um mar desaparecido

Este exemplar de Crinóide (quinoderme) está excelentemente conservado. Viveu há cerca de 470 milhões de anos no fundo dos mares do Período Ordovícico. Foi colhido em 1905, durante o estudo da região de Valongo por Nery Delgado, um dos pioneiros da Geologia Portuguesa e director da Comissão Geológica. É um bom exemplo do enorme valor das colecções científicas deste Museu, as quais, graças à sua riqueza, continuam a permitir a descoberta de novas espécies. Neste caso, a sua importância científica é acrescida pois corresponde, também, a um novo Género (Delgadocrinus) e a uma nova família (Delgadocrinidae) do grupo dos Crinóides.

12 - Henkelotherium guimarotae Krebs 1991
Os mamíferos, nossos antepassados

A antiga mina da Guimarota (Leiria), onde se exploraram níveis de lenhite do Jurássico S Superior, é uma jazida paleontológica de importância internacional, pois nela foram encontrados os melhores fósseis de Mamíferos primitivos daquela época, juntamente com numerosos outros organismos (Crocodilos, Pterosauros, Dinossáurios, etc.) Graças ao trabalho de investigação que durou décadas, uma equipa da Universidade Livre de Berlim pôs em evidência este precioso espólio, já devolvido a Portugal (2008) sobre o qual se escreveram, até agora, mais de uma centena de trabalhos científicos, alguns dos quais nas Memórias dos S Serviços Geológicos de Portugal.
Há 150 milhões de anos, os nossos antepassados Mamíferos eram pequenos animais próximos de roedores ou insectívoros, muito menos espectaculares que os seus contemporâneos Dinossáurios, mas que conseguiram sobreviver à extinção maciça do final da Era Mesozóica (-65 Ma). O O Henkelotherium, que fazia parte desse numeroso conjunto de Mamíferos que foram ali descobertos, era um pequeno insectívoro, que trepava com facilidade às árvores, graças às suas garras podendo, também, saltar de ramo em ramo com o auxílio da sua cauda. Este exemplar é notável pelo seu esqueleto quase completo, com os ossos em conexão.

13 - Amonites de Condúcia
Rainhas dos mares africanos

Estas Amonites, de dimensões e estado de conservação excepcionais, viveram há cerca de 100 milhões de anos (Albiano), nos antigos mares do Cretácico, que cobriam o território oriental africano.
Os exemplares foram enviados em 1900 para serem estudados na Comissão Geológica, o que foi efectuado por P. Choffat. Os resultados foram publicados nas Memórias da Comissão dos Serviços Geológicos (1903) os quais incluíram a descoberta de 2 espécies novas para a Ciência. E Existem no Museu outros exemplares desta jazida, um dos quais aproveitado para o logótipo do Museu, e que se encontra à entrada da sala de recepção.

14 - Insectos fósseis
As “baratas” que viviam nas florestas

São necessárias excepcionais condições de fossilização para que os Insectos possam fossilizar, como aconteceu com estas impressões que ficaram preservadas nos sedimentos finos do Período Carbónico (há cerca de 300 milhões de anos) de S. Pedro da Cova e Pejão.
Estes animais viviam nas densas florestas pantanosas que, nessa altura, cobriam a parte emersa a Norte do nosso território e deram origem, nalguns locais, a depósitos de carvão. O Os exemplares são impressões de asas de Insectos, próximos das actuais baratas, que provêem do Carbónico Superior de Valongo. O seu estudo revelou a presença de várias formas novas para a Ciência, tendo dado origem a diversos trabalhos publicados nas Comunicações dos S Serviços Geológicos de Portugal.

15 - Fémur de Apatosaurus alenquerensis Lapp.& Zby. (= Lourinhasaurus alenquerensis)
Um gigante que era vegetariano

O comprimento deste osso atinge 1,6m. O animal, quando vivo, media mais de 20 m da cabeça à cauda! Era um herbívoro quadrúpede gigantesco que vivia em manadas, há cerca de 150 milhões de anos (Jurássico Superior) na região da Lourinhã – Alenquer e de que foram encontrados numerosos ossos, parte dos quais se encontra em exibição na Sala de Paleontologia.

16 - Cão de Muge
Um companheiro do Homem de há 6.000 anos

Corresponde a um esqueleto quase completo de um cão doméstico, encontrado nas célebres jazidas dos Concheiros de Muge (Cova da Onça) que são das mais importantes do Mesolítico (6.300 a 5.200 anos aC) europeu, pela abundância e variedade do seu espólio, de que só uma pequena parte está exposta. Pela forma como foi enterrado, tratava-se, talvez, de um cão estimado pela família com quem vivia.

17 - Crânios com trepanações e marcas de pancadas
Testemunhos da violência dos nossos antepassados

Têm sido encontrados em diversas jazidas portuguesas crânios humanos com marcas de trepanação, nestes casos incompletas, pois o osso não chegou a ser perfurado. Em vários casos, o paciente conseguiu sobreviver à intervenção. Estes exemplares provêm da gruta da Casa da Moura (Peniche), Gruta da Furninha (Peniche), Gruta das Fontainhas (Cadaval) e do Concheiro da Moita do Sebastião (Muge).
Nestes exemplares observam-se, também, marcas de fortes pancadas que provocaram deformações nos ossos cranianos, provavelmente resultado de combates entre grupos.
Outros crânios apresentam marcas de arranque do couro cabeludo e da ablação da língua.

18 - Báculo e enxó do monumento megalítico de Estria
A homenagem aos mortos de um passado longíquo

O dólmen de Estria (Belas) foi descoberto e escavado no final do sec. XIX por Carlos Ribeiro, um dos fundadores da Geologia e da Arqueologia portuguesas.
Estas magníficas peças do Neolítico, correspondem, provavelmente, a objectos votivos colocados num enterramento, entre 3500 a 3000 anos aC.
A enxó é feita de calcário e o báculo em xisto decorado por desenhos geométricos relativamente toscos. Este último objecto, demasiadamente frágil para ser utilizado em vida, deve corresponder à distinção de alguém com importância.

19 - Colar do Poço Velho
Testemunho modesto da vaidade humana

As grutas do Poço Velho (Cascais) são um dos locais arqueológicos mais importantes do país, tendo revelado ocupação desde o Paleolítico Superior até à Idade Moderna. Foram usadas como local de enterramento entre o Neolítico Final e a Idade do Bronze, altura donde provém a parte mais importante do seu espólio.
O colar (reconstruído) é atribuído ao Neolítico (4 000 anos) e apresenta contas de minerais verdes, xisto, calcário e conchas, dispostas por uma ordem que não correspondia à inicial, a qual se ignora.

20 - Vaso da Furninha
Um caso de “mão de artista”

Belíssimo e quase completo vaso de cerâmica, para ser colocado suspenso, foi encontrado nos níveis do Neolítico antigo, da Gruta da Furninha (Peniche). Esta célebre jazida foi escavada por Nery Delgado, em trabalho que foi pioneiro na Arqueologia por ter sido feito com métodos estratigráficos. Este vaso foi moldado à mão, sendo a pasta de barro grosseira e mal cozida.

21 - Vaso em forma de suíno
Um “bibelot” neolítico que não passou de moda

Este curioso vaso em barro é proveniente das Grutas do Carvalhal de
Alcobaça e data do Neolítico final (5 000 a.C.). Deste género é o melhor conservado que se encontrou em Portugal, não havendo certeza do fim a que se destinava.

22 - Placa de Bronze romana
Uma página de bronze da nossa História

Esta placa foi encontrada em 1876 nas escombreiras da antiga mina dos Algares (a Sul de Aljustrel). As suas duas faces têm gravadas legislação mineira romana do Século I. a. C. e fazia parte de um conjunto maior, do qual só se conhece a outra que está no Museu Nacional de Arqueologia, a qual, no entanto, não está tão bem conservada.
O texto é particularmente interessante, pois permite reconstituir parte da vida naquela zona
mineira romana. A legislação é minuciosa, ocupando-se de diversos aspectos do dia-a-dia da população (banhos, rendas, pregões, exercício de várias profissões, etc) para o que pode ser consultada a publicação junto à placa. De notar o belo trabalho da moldura e do seu suporte, feitos de propósito nos finais do sec. XIX para ser exposta no Museu.

23 - Objectos da jazida da praia da Samarra (Sintra)
Úteis em vida, companheiros na morte

Notável conjunto de objectos em osso, proveniente desta jazida do Calcolítico (2.800 a 2.600 a.C.) correspondente a um monumento funerário, parcialmente desmantelado pela erosão da arriba, da qual, naquela altura, o mar estava bem mais afastado.
São diversos e delicadamente trabalhados estes objectos: contas, botões, ídolo com forma humana, alfinete de cabeça, punhal, etc.
Igualmente interessantes são as peças em calcário que foram ali encontradas como “ídolos” cilíndricos e enchó encabada, todos eles acompanhando o esqueleto do seu antigo dono.

24 - Espartos romanos
Testemunhos do dia-a-dia numa mina romana

Graças à química especial da escombreira da antiga mina romana de Algares (Aljustrel), passados quase dois mil anos, diversas peças em esparto puderam chegar até hoje, em bom estado de conservação: um cesto, cujo modelo é próximo do que hoje ainda aparece em peças de artesanato, um gorro e uma sola de sandália, são testemunhos dessa época em que era intensa a exploração mineira no Alentejo, levada a cabo pelos romanos e pela população local.

25 - Tubo de chaminé submarina
Uma “chaminé” que veio do fundo do mar

Este exemplar foi colhido numa missão de exploração submarina do Instituto Geológico e
Mineiro, no fundo do Oceano Atlântico, no Campo Hidrotermal Lucky Strike (-1 716m de profundidade) correspondendo a uma das saídas de fluidos, altamente mineralizados e quentes, (“black smokers”) ligadas à Crista Média Atlântica.
Como se sabe, é ao longo destas Cristas que vai surgindo e consolidando o novo magma dos fundos oceânicos, obrigando estes a afastarem-se progressivamente da Crista Média.
Foi este tipo de processo que originou as vastas mineralizações de sulfuretos de cobre, chumbo, zinco, entre outros, da Faixa Piritosa do Alentejo (Aljustrel, Neves Corvo, S. Domingos, etc.) há mais de 300 milhões de anos (Carbónico Inferior).

26 – Aragonite
Mineral, arbusto ou coral?

Este exemplar, proveniente da antiga mina da Preguiça (Alentejo) é constituído por aragonite, carbonato de cálcio (CaC03) de composição idêntica à da calcite, mas cristalizando no sistema ortorrômbico.
Formou-se no interior de uma cavidade, como uma estalactite, por precipitação do carbonato de cálcio das águas subterrâneas.

27 - Volframite
Uma “bandeja” de cristais

Este magnífico exemplar é proveniente das Minas da Panasqueira (SW da Covilhã), que é a mais importante mina de volfrâmio da Europa. É possível identificar cristais dos seguintes minerais: volframite (negra), quartzo (vítreo), apatite (erverdeada), moscovite (transparente).
E Este exemplar foi oferecido pelo antigo Director Geral de Geologia e Minas, Engº. F. Soares Carneiro, juntamente com outros da mesma mina e que se encontram em exibição.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção