Teatro Municipal de AlmadaProgramação Fevereiro
Se aqueles que perderam a peça de Brecht em Almada podê-la-ão ver no Porto, no Teatro Nacional São João – onde estará em cena, entre 12 e 21 deste mês –, no TMA continua em cena a peça
Por Jornal Rostos
Uma visita inoportuna (Sala Experimental, até dia 7),
uma comédia negra do dramaturgo argentino contemporâneo Copi, na qual os últimos dias de um moribundo de Sida se transformam num desfile surrealizante de personagens hilariantes. De teatro, acolheremos ainda o monólogo
Concerto ‘à la carte’ (Sala Principal, de 19 a 21),
uma encenação de Rui Madeira, protagonizada por Ana Bustorff, que considera a peça de Franz Xaver Kroetz «um desafio brutal a que cada vez me dá maior prazer voltar» (JN, 10-01-2010). A apresentação de
A chuva (Sala Experimental, a 27 e 28)
– nova criação de Laurinda Chiungue, sobre o texto de Jean-Luc Lagarce Estava em casa e esperava que a chuva viesse – fecha o mês teatral no TMA, prolongando-se ainda a sua carreira até 7 de Março. Também os mais pequenitos não foram esquecidos: regressa
O barbeiro de Sevilha (Sala de Ensaios, de 9 a 16 de Fevereiro),
uma adaptação da ópera de Giacomo Rossini a um delicioso teatrinho de fantoches.
Este é também, no TMA, o mês de todas as músicas. O recital do pianista António Maria Cartaxo abre o ciclo que dedicámos ao bicentenário do nascimento de Chopin e de Schumann (Sala Principal, no dia 5)
(destaque-se a interpretação da Fantasia em Dó menor, Op. 17, de Schumann, verdadeiro monumento à sensibilidade Romântica e à inventividade técnico-compositiva do músico alemão). No dia seguinte, ouvir-se-á a fadista
Carminho (Sala Principal, dia 6)
(o crítico João Bonifácio caracterizou-a, no Ípsilon, como uma «uma voz com a história do fado lá dentro, voz tremenda, pura força da natureza, voz adulta, funda»). O regresso à música erudita faz-se com a
Orquestra Gulbenkian, dirigido pelo seu maestro titular
Lawrence Foster (Sala Principal, dia 13);
o agrupamento interpreta Haydn (os Concertos para violoncelo e para oboé) e Mozart (a Serenata nocturna, n.º 6, Eine kleine Nachtmusik e a abertura da ópera Don Giovanni). Mesmo a fechar o mês, são as sonoridades exuberantes e estrepitosas da
Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana
(Sala Principal, dia 26),
que enchem o TMA, com um programa musical que vai de Stravinsky a Bernstein.
Também programámos para Fevereiro dois importantes espectáculos de dança: repõe-se
Estudo para uma cidade perfeita (Sala Experimental, dias 19 e 21),
obra de Jean Paul Bucchieri que se estreou com grande sucesso no Festival de Almada de 2009. Dois dias mais tarde, pode ver-se
NieuwZwart (Sala Principal, dia 23), a nova criação
de Wim Vandekeybus,
um dos mais estimulantes coreógrafos da contemporaneidade.













