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CLUBE DE CINEMA DE SETÚBALNovo ano, novos filmes

Ano novo, vida nova. Ou então não. O Clube de Cinema de Setúbal, iniciativa da Experimentáculo, continua em Janeiro a projectar filmes à quarta-feira no bar-galeria La Bohéme, em tom informal e com cada vez mais atracções.
A primeira sessão de 2011 é logo uma especial: o realizador Fernando Alle vai estar presente para apresentar as suas curtas-metragens, “Papá Wrestlig” e “Blarghaaahrgarg”. O seu trabalho tem feito sensação no fantástico, género com pouca tradição em Portugal. Além de terem estado em competição no Motelx, “Papá Wrestling” tem coleccionado vários prémios lá fora.

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CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL Novo ano, novos filmes

Por Jornal Rostos

E como em Janeiro começa um novo ano, nada como olharmos para o futuro, com duas das mais famosas distopias da história da sétima arte: “Blade Runner – Perigo Iminente”, de Ridley Scott, e “Brasil – O Outro Lado Do Sonho”, de Terry Gilliam. Dois exemplos em que é utilizada a ficção-científica para construir um futuro que, no fundo, não mais é que um espelho do nosso presente.

PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO

Dia 12 – Sessão especial: Papá Wrestling, de Fernando Alle, 2009, 9min. & Blarghaaahrgarg, de Nuria Bernardo, 2010, 15min.
**Com a presença do realizador Fernando Alle**
Eis uma sessão especialíssima. Para quem pensava que o fantástico era um género sem expressão em Portugal, eis um grupo de malta empenhado em provar o contrário. “Papá Wrestling”, que tem sido um pequeno fenómeno em vários festivais da especialidade, é um filme de super-heróis alternativo, com influências do Peter Jackson dos bons tempos (o de “Morte Cerebral”); e “Blarghaaahrgarg” é um filme de monstros à Roger Corman.

Dia 19 – Blade Runner – Perigo Iminente (Blade Runner), de Ridley Scott, 1982, 117min.
Adaptação livre de um conto de Philip K. Dick, o Pelé dos livros de ficção-científica, “Blade Runner” é um film noir em formato cyber-punk sobre um agente especial que tem que eliminar cinco andróides fugitivos. Apesar de ser um filme de ficção-científica, “Blade Runner” tem pouco de acção e muito de ensaio metafísico, além de uma visão de Los Angeles em 2019 que poderá muito bem ser a que vamos encontrar daqui a doze anos (exepto os carros voadores).

Dia 26 – Brasil – O Outro Lado do Sonho (Brazil), de Terry Gilliam, 1985, 132min.
Depois dos Monty Pythons, Terry Gilliam lançou-se à realização, estreando-se com “Brasil”, o retrato de uma distopia com um terço de pós-apocalipse e dois de futurismo-retro, afogada em burocracias kafkianas e em exacerbada bizarraria. No centro da estória está Jonathan Pryce, que morre de aborrecimento com a sua vida cinzenta e tem um sonho recorrente, onde num misto de Ícaro e de Kurosawa, salva uma bela donzela. Parece estranho. E é. Ou não estivessemos a falar de Terry Gilliam.

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