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Moldura

Exposição no Museu da ImprensaLivros proibidos evocam o «25 de Abril»

O Museu Nacional de Imprensa abriu uma exposição com mais de 200 ‘Livros Proibidos na Ditadura’, para assinalar o “25 de Abril “ de 1974.
A mostra apresenta, além dos livros, vários autos de apreensão feitos em Portugal continental e nas diferentes ex-colónias, como Timor, Moçambique e Angola.

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Por Jornal Rostos

Mário Soares, Manuel Alegre, António José Saraiva, José Cardoso Pires, Raul Rego, Jorge de Sena, Egas Moniz, José Afonso, Ary dos Santos, Jorge Amado, Fidel Castro, Marx, Lenine e Darwin são só alguns dos autores cujos livros foram apreendidos e estão patentes na mostra.
O anúncio da morte do escritor Alves Redol n’O Primeiro de Janeiro, um texto de José Saramago no Jornal do Fundão, a entrevista a Aquilino Ribeiro no Jornal de Notícias, foram alguns dos artigos cortados na época e que também podem ser vistos agora.
Um dos documentos patentes na exposição mostra que em 1965 foram apreendidos em Angola, na Livraria Lello, vários exemplares do livro “Gabriela Cravo e Canela”, de Jorge Amado, cuja telenovela haveria de “parar” o país após o ’25 de Abril’. Tudo o que se referisse a sexualidade, revolução, sindicalismo, liberdade, feminismo, estava sob a alçada repressiva da Comissão de Censura.

A exposição pretende mostrar ao público em geral, a máquina destruidora do pensamento e da literatura que vigorou em Portugal durante a “ditadura de Salazar e Marcelo Caetano”.
Mais do que documentar os anos em que vigorou a Censura, esta exposição visa chamar a atenção para a importância da liberdade, reconquistada no 25 de Abril de 1974.

A mostra ficará patente até 31 de Maio, na Galeria de Exposições Temporárias do museu, instalado na cidade do Porto, a montante da Ponte do Freixo e a cinco minutos da Estação CP/Metro de Campanhã. Pode ser visitada todos os dias, entre as 15h e as 20h.

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