Saltar para o conteúdo
Moldura

«Kolya» em SetúbalViagem na História da República Checa

O segundo vencedor desta lista de um Oscar para melhor filme estrangeiro traz-nos uma história mais leve, a relação entre uma criança Russa de cinco anos que dá vida à personagem principal, Kolya(AndrejKalimon) e FrantaLouka (ZdenekSverák), um violoncelista demitidoda Orquestra Filarmónica Checa que se dedica a tocar em funerais.

3 min de leitura
«Kolya» em Setúbal Viagem na História da República Checa

Por Jornal Rostos

Academia Problemática e Obscura - Setúbal
Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011, 21h30
“Kolya” (Kolja, Realizador: ZdeněkSvěrák, 1996)

O segundo vencedor desta lista de um Oscar para melhor filme estrangeiro traz-nos uma história mais leve, a relação entre uma criança Russa de cinco anos que dá vida à personagem principal, Kolya(AndrejKalimon) e FrantaLouka (ZdenekSverák), um violoncelista demitidoda Orquestra Filarmónica Checa que se dedica a tocar em funerais. Em troca de algum dinheiro Franta aceita um casamento arranjado com uma Russa. No entanto, pouco tempo após ela partir para a Alemanha Ocidental Franta ver-se-á a braços com o filho da sua dita “mulher”. Apesar dos problemas linguísticos entre os dois e da vida de Franta pouco dada à parentalidade a relação cresce. Como pano de fundo vemos as sombras de um regime prestes a mudar, onde um conformismo há muito parece ter-se instalado. Ignorar a realidade refugiando-se no campo ou tentandomostrar resistência em pequenos actos como não pendurar uma bandeira Soviética na janela parecem ser soluções para uma colaboração menos visível. Apesar de críticos como Andrew Horton de Kinoeye terem denunciado a vertente de “conto de fadas” do filme e o seu carácter nostálgico perante um regime que foi também ele brutal, a verdade é que “Kolya” retrata a vida de pessoas comuns que ironicamente se confrontam com o próprio inimigo numa versão infantil. O filme serve-nos também uma incrível banda sonora de música clássica, contendo nomes como AntonínDvořak, BedřichSmetana ou FelixMendelssohn-Bartholdy.

http://youtu.be/HfVSvI4fo-s

Viagem na História da República Checa

Formando parte do coração da Europa, a presença do cinema Checo é quase inexistente em Portugal. No entanto, não só é a Escola de Cinema de Praga (conhecida como FAMU) uma das mais importantes da Europa, como também a sua indústria conta com anos de produção de qualidade. Num país com praticamente a mesma população de Portugal produzem-se à volta de vinte filmes por ano contando com uma presença evidente do público Checo nas salas de cinema. Com esta sessão esperamos dar a conhecer não só as características fundamentais do cinema Checo em todos os seus traços típicos e reconhecíveis, mas também uma viagem pela história da República Checa começando na Segunda Guerra Mundial e terminando com a entrada do país na União Europeia em 2004.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção