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Palmela - Associação dos Profissionais da Guarda afirmaProfissionais da GNR feridos na tragédia do Pinhal Novo estão ao abandono

A Associação dos Profissionais da Guarda em comunicado refere que "os profissionais da GNR feridos no Pinhal Novo", quando do episódio que "chocou pela sua violência" e cujo resultado trágico "resultou na morte de um profissional da GNR e no ferimento de outros seis" , estes seis, afirma a associação "estejam completamente desacompanhados por parte da Instituição".

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Palmela - Associação dos Profissionais da Guarda afirma Profissionais da GNR feridos na tragédia do Pinhal Novo estão ao abandono

Por Jornal Rostos

Profissionais da GNR do Pinhal Novo ao abandono

O episódio sucedido no Pinhal Novo que resultou na morte de um profissional da GNR e no ferimento de outros seis chocou pela sua violência e resultado trágico.
A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR, que tem vindo a acompanhar esta situação desde o primeiro momento lamenta que, passadas algumas semanas, este acontecimento trágico tenha caído no esquecimento de quem manda e que, à semelhança do que habitualmente sucede em ocorrências similares, os profissionais da GNR feridos no Pinhal Novo estejam completamente desacompanhados por parte da Instituição.

Não foi disponibilizado qualquer acompanhamento psicológico e, durante a convalescença, estes seis profissionais feridos no cumprimento do dever, têm esbarrado na burocrática e injusta legislação interna, que os força a estarem sujeitos à conclusão de um inquérito, que vai determinar se a sua situação clínica resultou do serviço ou não para poderem ser ressarcidos dos valores gastos, por muito evidente que seja esse nexo de causalidade.

Ou seja, estes profissionais da GNR têm custeado todos os seus tratamentos médicos, alguns relativamente dispendiosos, sem que nem a Instituição aja com a merecida celeridade ou que indague acerca de eventuais carências económicas pre-existentes. Igualmente grave é o facto de não existir qualquer apoio psicológico para estes homens que estiveram sujeitos a uma situação de stress extremos e que acabaram por ver o seu camarada Bruno Chainho falecer em serviço.

Esta situação é absolutamente lamentável e indigna, desprestigiante para a imagem da Instituição e representa um desrespeito tremendo por estes profissionais da GNR que foram verdadeiros heróis. Não basta que os responsáveis da Tutela e da Instituição compareçam no funeral para prestar homenagem ao elemento que foi abatido nesta ocorrência, será importante que respeitassem igualmente aqueles que sobreviveram e que mereciam outro apoio por parte da Guarda.
ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA GUARDA

A APG/GNR reclama do Comando da Guarda que aja de imediato e que com a merecida urgência seja revogada a legislação que mesmo em situações limites, como esta, sujeita os profissionais a morosos processos de averiguações, a constrangimentos financeiros consideráveis, pois além da redução substancial do seu rendimento mensal devido às novas regras do regime de baixas médias, ainda têm que pagar do seu bolso todos os medicamentos, consultas e tratamentos, como se não tivessem adquirido as suas sequelas físicas ao serviço da Instituição.

Lisboa, 18 de Dezembro de 2013
A Direcção Nacional

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