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Moldura

Homenagem na praia do MecoFlores plantadas na areia ou lançadas ao mar
Por Jorgete Teixeira

O areal junto à praia do Meco, no passado sábado, dia 18, encheu-se de centenas de pessoas , de capas negras, flores e balões, preces, cânticos e lágrimas.
E, apesar do vento, do frio e da chuva, ninguém arredou pé durante o tempo em que durou a cerimónia.

No final fizeram-se seis minutos de silêncio, um por cada um dos jovens desaparecidos, e foram largados balões multicolores.

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Homenagem na praia do Meco Flores plantadas na areia ou lançadas ao mar Por Jorgete Teixeira

Por Jornal Rostos

O areal junto à praia do Meco, no passado sábado, dia 18, encheu-se de centenas de pessoas , de capas negras, flores e balões, preces, cânticos e lágrimas.
Num dia especialmente cinzento e frio, foram muitos os que fizeram questão de estar presentes na homenagem prestada aos seis jovens que há um mês foram ceifados à vida de uma forma brutal, numa noite trágica em que o mar se fez assassino e deixou um lastro fundo de desespero e tristeza.
E, apesar do vento, do frio e da chuva, ninguém arredou pé durante o tempo em que durou a cerimónia. Gente de todas as idades, familiares, amigos, colegas, unidos num abraço solidário, homenagearam os seis jovens arrancados a uma vida que tão inesperadamente acabou naquele areal, numa situação ainda tão envolta em mistério…
Numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Sesimbra, pelos familiares e pela Universidade Lusófona, a cerimónia constou de uma missa no areal, acompanhada de cânticos e finalmente pelo som das tunas da Universidade Lusófona.
No final fizeram-se seis minutos de silêncio, um por cada um dos jovens desaparecidos, e foram largados balões multicolores.
Num gesto simbólico de saudade e pena, estudantes, familiares e amigos, indiferentes à chuva e ao vento, deixaram plantadas na areia, ou lançaram ao mar, flores, cuidadosamente acompanhados pela Polícia Marítima.
Muitas questões se levantam ainda sobre o que terá efectivamente acontecido naquela noite fatídica. As atenções centram-se principalmente, no jovem estudante, o Dux, o único que se salvou das ondas.
Os pais apenas querem, numa pretensão perfeitamente legítima, saber a verdade.
Muitas questões se podem levantar sobre as praxes académicas e a filosofia que lhes subjaz. Talvez seja a hora de se promover um debate sério e aberto sobre este assunto.
Mas é também tempo de ter alguma contenção e não esquecer os principais atingidos por esta perda, que muitos consideram ser a maior dor do mundo.

Jorgete Teixeira

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