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Setúbal - José António Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração da LISNAVE«Não haverá investidores e não haverão investimentos se não houver confiança»

"Não haverá investidores e não haverão investimentos se não houver confiança. Por isso, não podem continuar a existir politicas que funcionam apenas em função dos calendários eleitorais. A legislação tem de ser clara e sem espaço para interpretações jurídicas. Há que promover uma politica fiscal justa e atrativa e as empresas devem desabituar-se do apoio do estado" - afirmou José António Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração da LISNAVE, hoje, em Setúbal, no decorrer da Conferência Estratégias de Desenvolvimento para a Região de Setúbal.

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Setúbal - José António Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração da LISNAVE «Não haverá investidores e não haverão investimentos se não houver confiança»

Por Jornal Rostos

José António Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração da LISNAVE partilhou algumas das suas reflexões para a reindustrialização do país “uma aposta eficiente na reindustrialização é importante, necessária e urgente. Ajudar-nos-á a manter o que ainda é possível preservar do estado social, sustentando a industria que ainda temos.
Infelizmente, destruiu-se a indústria nos anos 80. Os países mais industrializados são mais estáveis económica e socialmente. Há que fomentar uma estratégia pública para a defesa das áreas com potencial industrial, por forma a captar-se mais investimento privado nacional ou estrangeiro. Não haverá investidores e não haverão investimentos se não houver confiança. Por isso, não podem continuar a existir politicas que funcionam apenas em função dos calendários eleitorais. A legislação tem de ser clara e sem espaço para interpretações jurídicas. Há que promover uma politica fiscal justa e atrativa e as empresas devem desabituar-se do apoio do estado."

A politica laboral tem de ser flexível

"As políticas de formação devem ser ajustadas. A politica laboral tem de ser flexível. Há que apostar em setores estratégicos que tenham mercado, que criem valor, que gerem emprego, que produzam bens transacionáveis e que atraiam investimento estrangeiro. Agora é preciso tomar decisões, definir o plano e fazer.
A historia da LISNAVE comprova a capacidade que temos tido para nos reinventarmos mantendo o foco numa estratégia de rigor e fidelização, inovação, formação profissional e na aposta do ‘Made in Portugal’. O mercado nacional vale hoje 97 mil euros contra mais de um milhão de euros que exportamos para os mercados exteriores. A LISNAVE é hoje o maior estaleiro naval da Europa e um dos cinco maiores do mundo.” - salientou o residente do Conselho de Administração da LISNAVE.

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