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Rui Garcia, presidente da Associação de Municípios da Região de SetúbalNa Península de Setúbal há 180 mil utentes sem médico de família

. Faltam na Península 104 médicos de família

Hoje, no Barreiro, no decorrer do encontro "40 Anos do 25 de Abril, 35 Anos do Serviço Nacional de Saúde - A Região em Defesa do Serviço Nacional de Saúde", o presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, Rui Garcia, sublinhou que na região da Península de Setúbal há 180 mil utentes sem médico de família.

"Os três Centros Hospitalares instalados na região – Barreiro/Montijo; Setúbal e Garcia de Orta( em Almada) são hoje equipamentos insubstituíveis" - é salientado na «Declaração Pública» do encontro da AMRS.

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Rui Garcia, presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal Na Península de Setúbal há 180 mil utentes sem médico de família

Por Jornal Rostos

Rui Garcia, na intervenção da sessão de abertura, lamentou que exista desinvestimento na área da saúde na Península de Setúbal, medida que considera está ligada à “paulatina destruição do Serviço Nacional de Saúde”.

Faltam médicos e enfermeiros

Na «Declaração Público» divulgada aos participantes no Encontro refere-se que – “considerando o rácio 1/1750 utentes (média das unidades de saúde familiar e centros de saúde) faltam na Península 104 médicos de família.
“Para a população abrangida, estimada em 780.000, e considerando o número de enfermeiros necessários ao funcionamento das equipas de saúde familiar, a falta de enfermeiros nos três Agrupamentos de Centros de Saúde é ainda maior” – é referido, alertando para a diminuição ao nível dos cuidados primários e dos cuidados diferenciados na região.

Concentração no período nocturno das urgências gera perturbações graves

Por outro lado, ao nível dos cuidados hospitalares, é sublinhado que “as recentes alterações organizativas operadas no âmbito da chamada «Urgência Metropolitana de Lisboa» com a concentração no período nocturno das urgências de várias especialidades, têm vindo a gerar-se “perturbações graves no funcionamento de algumas valências presentes nos Centros Hospitalares da Península.

Centros Hospitalares equipamentos insubstituíveis

“Os três Centros Hospitalares instalados na região – Barreiro/Montijo; Setúbal e Garcia de Orta( em Almada) são hoje equipamentos insubstituíveis para garantir a prestação de cuidados de saúde diferenciados nas respectivas áreas de influência e as suas capacidades instaladas não são excedentárias” – salienta-se na «Declaração Pública».

Península de Setúbal está desfavorecida

“A península de Setúbal está desfavorecida relativamente à média nacional em vários indicadores relevantes, como sejam o número de camas hospitalares, o número de médicos e de enfermeiros, a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, cancro e a incidência de tuberculose” – é referido.

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