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Marcha automóvel de Protesto entre Santo André e SinesIniciativa antecedida de Assembleia Municipal de Santiago do Cacém extraordinária

A tarde do próximo sábado, dia 17 de maio, é o momento escolhido para levar a cabo uma marcha automóvel de protesto entre Santo André e Sines, com o intuito de exigir ao Governo uma rápida conclusão das obras na A26/IP8 e ER 261-5. A concentração é no parque de estacionamento do Mercado Municipal de Vila Nova de Santo André, às 17h00, e é antecedida por uma Assembleia Municipal extraordinária, na Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”, às 15h30.

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Marcha automóvel de Protesto entre Santo André e Sines Iniciativa antecedida de Assembleia Municipal de Santiago do Cacém extraordinária

Por Jornal Rostos

O Presidente da CMSC, Álvaro Beijinha considera a situação “inconcebível” e acusa a Estradas de Portugal e o Governo de “negligência em todo este processo, que prejudica diretamente as populações”, especificando “o problema da suspensão de toda a empreitada para o desenvolvimento da Região e também a questão turística, pois para quem nos visita é um péssimo cartão de visita, um cenário degradante do ponto de vista paisagístico”. Há também um problema concreto no Concelho que merece especial enfoque do autarca, que se reporta à “ligação entre Vila Nova de Santo André e Sines, que está praticamente concluída e não se consegue perceber a razão pela qual a via não é aberta ao trânsito de forma normal, retirando aqueles pinos que lá estão há mais de três anos e repondo pelo menos a circulação como tínhamos antes, com limite de 90 km/h. Estamos com uma situação que prejudica milhares de pessoas em Santo André, que diariamente vão trabalhar para o Complexo Industrial e Portuário de Sines. É incompreensível.”

Álvaro Beijinha entende que o discurso do Governo não está alinhado com as ações. “Do ponto de vista estratégico, o Governo fala tanto que Sines é o principal porto do País e um dos principais pontos de desenvolvimento económico e depois não conclui esta obra”. A ligação entre Santo André e Sines é classificada pelo Presidente da CMSC como “ainda mais inconcebível. Se esta via que liga Santo André a Sines fosse onde passa todo o tráfego de pesados via Lisboa, de certeza que o problema já estava resolvido, como são os trabalhadores que lá circulam vai-se protelando no tempo. Esta decisão de suspensão das obras invocando questões financeiras e problemas com o empreiteiro é uma desculpa de mau pagador. Nós entendemos que se houvesse vontade política para concluir a obra – houve noutros sítios, como no túnel do Marão – ela seria concluída”.

A iniciativa surge na sequência de todos os prazos assumidos pela Estradas de Portugal e pelo Governo à Câmara Municipal para a conclusão da obra terem expirado. “A Estradas de Portugal assumiu um compromisso connosco em relação ao problema de maior facilidade de resolução, ou seja, até final de fevereiro retiravam os pinos e a concluíam aquela espécie de rotunda no início da via, onde acaba a Estrada Municipal que vem de Brescos, que é uma vergonha. Não foi cumprido esse compromisso e em final de março houve uma reunião para se fazer o ponto de situação. Houve uma vez mais um compromisso de que estaria para breve a resolução do problema. Estamos em meados de maio e o problema persiste. É inconcebível esta situação”.

As populações também já há muito tempo esgotaram a sua paciência em relação a uma situação que coloca em causa a segurança rodoviária e é prejudicial ao desenvolvimento da Região e do País. Na última Assembleia Municipal, realizada em Alvalade no dia 11 de abril, a proposta de realização de um conjunto de iniciativas de protesto recolheu unanimidade e aclamação em todas as bancadas.

Fonte - CMSC

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