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Fórum Cultural – Baixa da Banheira - MoitaCiclo de Cinema «Olhar Augusto Cabrita»

. Hoje dia 21 DE MAIO, 21:30H Catembe (1965), realização Faria de Almeida

Prossegue nos dias 21 e 28 de maio, pelas 21:30h, o auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, a exibição de vários filmes inseridos no Ciclo de Cinema “Olhar Augusto Cabrita”.

2 min de leitura
Fórum Cultural – Baixa da Banheira - Moita Ciclo de Cinema «Olhar Augusto Cabrita»

Por Jornal Rostos

Este ciclo de cinema está integrado no Projeto em Rede “Olhar Augusto Cabrita” que reúne vários parceiros numa homenagem a Augusto Cabrita, enquanto cineasta e diretor de fotografia, recordando a sua obra e, simultaneamente, dando a conhecer, ao público em geral, a obra do mestre.

As curtas-metragens de Augusto Cabrita – Hello Jim, Amália Canta “Oiça Lá ó Sr. Vinho e “Uma História de Comboios – Uma Viagem de Hans-Christian Andersen –, marcaram o arranque deste ciclo, no passado dia 7 de Maio.

O filme Belarmino, é projectado, dia 14 de Maio, pelas 21h30. Os filmes Catembe e as Ilhas Encantadas são outras propostas deste ciclo de cinema.

PRÓXIMA PROGRAMAÇÃO

21 DE MAIO, 21:30H
Catembe (1965), 80 min. | Portugal | M/12
Realização: Faria de Almeida
Direção de Fotografia: Augusto Cabrita
Uma das primeiras interpretações críticas sobre a realidade colonial, Catembe distingue-se pela sensibilidade estética, à qual não é alheio o contributo de Augusto Cabrita na fotografia. Este documentário procurou fixar o quotidiano de um bairro popular de Lourenço Marques, alternando, antes dos cortes impostos pela censura do regime salazarista, sequências de ficção com sequências documentais. A sua exibição acabou por ser proibida durante o Estado Novo, tendo figurado no Guinness como o filme na história do cinema que mais cortes sofreu pela censura.

28 DE MAIO, 21:30H
As Ilhas Encantadas (1965), 98 min. | Portugal e França | M/12
Realização: Carlos Vilardebó
Direção de Fotografia: Augusto Cabrita e Jean Rabier
Filme franco-português adaptado da novela de Herman Melville e rodado no arquipélago da Madeira, onde a fotografia de Augusto Cabrita é desde logo reconhecível, em colaboração com o francês Jean Rabier (que trabalhou, entre outros, com Claude Chabrol). Envolto por uma aura de filme maldito, ficou marcado por ter sido a única interpretação de Amália Rodrigues exclusivamente como atriz. No papel de uma mulher abandonada numa ilha inóspita, a fadista tem poucas falas e nunca canta, numa personagem trágica, de heroína grega, revelando um talento dramático poucas vezes explorado na atriz.
A entrada é gratuita.

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