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Sessão em defesa da Paz no Barreiro«Mas na luta pela paz nem todas as guerras são iguais»

“Mas na luta pela paz nem todas as guerras são iguais”, sublinhou, evocando a guerra de libertação nacional dos povos das ex-colónias portuguesas que contribuíram para o derrube da ditadura em Portugal.
O debate sucedeu-se à inauguração nas mesmas instalações de uma Exposição da União de Resistente Antifacistas Portugueses comemorativa do 40º aniversário do 25 de Abril.

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Sessão em defesa da Paz no Barreiro «Mas na luta pela paz nem todas as guerras são iguais»

Por Jornal Rostos

Duas dezenas de defensores da Paz contra as guerras de rapina animaram a sessão pública de que o Conselho Português para Paz e Cooperação (CPPC) foi parte integrante na passada sexta-feira, na Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense-SIRB, “Os Penicheiros”.
A intervenção de fundo coube a Hernâni Magalhães, da Direcção do CPPC, que exactamente a propósito de rapina citou os minérios em geral e o colton em particular (como no Congo), o petróleo e a água como os produtos naturais de que a voracidade do capitalismo procura apropriar-se na lógica do mercado levando a guerra a todos os continentes. “Mas na luta pela paz nem todas as guerras são iguais”, sublinhou, evocando a guerra de libertação nacional dos povos das ex-colónias portuguesas que contribuíram para o derrube da ditadura em Portugal.
Exemplos flagrantes da tentativa dos Estados Unidos de erguer autênticas fronteiras comerciais ao desenvolvimento de várias zonas do planeta como na Rússia e na China, a intromissão nos assuntos internos de países e a notória exploração de conflitos com o apoio à vertente neo-nazi que neles, cada vez em maior escala, ganha espaço, pelo que a situação na Ucrânia mereceu especial atenção, foram amplamente explanados por Hernâni Magalhães.
Um barreirense nascido em 1939 e eleito Presidente da Câmara Municipal da sua terra em 1976, Hélder Madeira, retomou as linhas de força do Plano de Acção e da Resolução que a Assembleia da Paz do CPPC, de 7 de Dezembro de 2013, aprovou, sublinhando os golpes a que tem sido sucessivamente submetida, pelos governos PS, PSD e CDS-S, a Constituição da República no que concerne o seu artigo 7º, que pugna por uma “política externa independente norteada pelos valores da Paz, da solidariedade e cooperação entre países e povos”.
Momento de emoção foi quando recordou a criação antes do 25 de Abril do Conselho Nacional de Paz e Cooperação na qual esteve na linha da frente com Laura Lopes e Silas Cerqueira, homenageados em Lisboa pelo CPPC, a 31 de Maio deste ano.
A iniciativa foi dirigida por Daniel Ventura, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral dos “Penicheiros” e com outras responsabilidades de direcção no movimento associativo, quer regional, quer nacional. Vincou a apego da colectividade à luta pela paz, o que fez recordar as iniciativas que naquele espaço se realizaram, ao longo de muitos anos e tão diversas como as de solidariedade com os povos da Palestina, Saara Ocidental ou Cuba. E portanto não foi por acaso que a convocação da sessão fosse partilhada pela mesma e a Associação das Colectividades Barreirense.
Os presentes acordaram a retoma de iniciativas do Núcleo do CPPC a breve prazo.
O debate sucedeu-se à inauguração nas mesmas instalações de uma Exposição da União de Resistente Antifacistas Portugueses comemorativa do 40º aniversário do 25 de Abril, em que tomou a palavra Américo Leal, da Direcção do Núcleo da URAP de Setúbal.

V. S.

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