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Sesimbra acolheu mais uma sessão pela PazSessão pública do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Uma sessão pública do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), em conjugação com a Câmara Municipal de Sesimbra, evocativa do Movimento dos Municípios Zonas Livres de Armas Nucleares (ZLAN), teve lugar no passado sábado, no Auditório Conde Ferreira, naquela vila.

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Sesimbra acolheu mais uma sessão pela Paz Sessão pública do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Por Jornal Rostos

A Assembleia Municipal de Sesimbra, em reunião de 12 de Abril de 1983, foi precisamente a primeira no país a assumir, por deliberação própria, aquela opção política, e a 17 de Novembro do ano seguinte, passam agora 30 anos, também a vila acolheu um Encontro de Activistas da Paz que impulsionou o alargamento do processo a muitos municípios da Península de Setúbal e de outras regiões, a norte e sul do Tejo.
Se a 18 de Março de 1950 coube ao Movimento Mundial da Paz, pelo histórico Apelo de Estocolmo, projectar esta componente da batalha contra as guerras, em 2013 a situação no Médio Oriente (com a ofensiva contra a paz a cavalgar outras fronteiras, entretanto) mereceu idêntica reclamação por parte do Conselho Mundial da Paz, de que o CPPC é parte integrante. De permeio, uma longa caminhada, tal como na sua intervenção sublinhou Rui Namorado Rosa, Vice-Presidente do CPPC.
A iniciativa de Sesimbra foi dirigida por Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal, que historiou um diversificado conjunto de posições aprovadas naquele orgão autárquico, quer em defesa da paz, quer de solidariedade com a luta dos povo pela sua independência e soberania - vincando a unanimidade obtida a partir de todas as bancadas partidárias -, cabendo a Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal, uma explanação sobre a guerra de 1914-18 e as suas repercursões conduzindo à II Guerra Mundial. A sessão foi antecedida precisamente pela inauguração no mesmo local da Exposição “100 anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz”, sobre a qual falou outro dirigente do Conselho, Gustavo Carneiro. Fruto da parceria entre o CPPC e Câmaras Municipais, designadamente da Península de Setúbal, a Exposição seguirá para Quinta do Conde em Dezembro e é já objecto de interesse a nível de escolas do ensino secundários locais.
Dos cerca de meia centena de participantes contaram-se ainda activistas do movimento da paz de Almada, Barreiro, Seixal e Setúbal e de associações, organizações e instituições, para além do Poder Local democrático, como a Associação Conquistas da Revolução, a Liga dos Combatentes, a Liga Operária Católica (LOC), o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), a Paróquia de Santiago, a União dos Sindicatos de Setúbal, e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses URAP), entre outros.
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