Perturbação psiquiátrica atinge mais as mulheresOniomania afeta 6 por cento da população
Por Jornal Rostos
E acrescenta: “Como a maioria das doenças psiquiátricas a oniomania só se assume como um problema numa fase tardia da doença, em que as dívidas se acumulam e se torna necessária a ajuda de terceiros. Este é o ponto de viragem para encarar esta patologia de frente, procurar ajuda especializada e iniciar um plano terapêutico junto do psiquiatra”.
O comprador compulsivo tem um comportamento repetitivo, com pensamentos constantes que é incapaz de controlar sobre comprar, aos quais tenta resistir, habitualmente sem sucesso.
“Estão quase sempre preocupados com comprar e gastar e exercem pouco controlo sobre os seus impulsos de compra. Nutrem um interesse particular por moda, por novos estilos e produtos de vestuário. Roupa, sapatos, jóias, maquilhagem e CDs são os seus produtos de eleição”, explica a psiquiatra.
Estima-se que a oniomania afete 6 por cento da população geral, sendo que a maioria dos doentes são mulheres (92 por cento). Esta perturbação acompanha frequentemente outras doenças psiquiátricas como a depressão, a doença bipolar, a ansiedade, dependências, anorexia e bulimia, outras Perturbações do Controlo dos Impulsos e Perturbações da Personalidade.
Esta perturbação pode ser tratada com um correto acompanhamento psiquiátrico que engloba a intervenção farmacológica com antidepressivos e antagonistas dos opiáceos e a intervenção psicoterapêutica fundamentalmente através da Terapia Cognitivo- Comportamental com exposição progressiva ao estímulo e prevenção de respostas.
Fonte - LPM













