Barreiro - Histórias Vividas e Contadas do 25 de AbrilSousa Pereira conversou com os alunos da EB Professor José Joaquim Rita Seixas
Esta ‘aula’ decorreu hoje, dia 22 de abril, no âmbito da iniciativa “Histórias Vividas e Contadas do 25 de Abril”, com alunos do 4º ano da Escola Básica Professor José Joaquim Rita Seixas.

Por Jornal Rostos
Sousa Pereira começou por lembrar, desenhando os continentes no quadro, que “Portugal é um dos países mais antigos do mundo” e que os portugueses, na altura dos Descobrimentos, “descobriram um novo mundo”, colonizando zonas em vários continentes.
Mas, chegou a uma altura, “que os povos de África quiseram ser independentes e começaram uma guerra colonial em que morreram muitos jovens portugueses”. Esta guerra e muitos outros fatores que explicou aos alunos – a censura, as prisões políticas, a posição social das mulheres… – “estão na origem do que veio a ser o 25 de Abril”. “O 25 de Abril marca um novo começo da História de Portugal”, salientou.
“O Sonho chamado Liberdade” é o tema de um poema, escrito por Sousa Pereira para transmitir aos filhos, quando eram crianças, o seu sentimento sobre o 25 de Abril. O jornalista leu este poema aos alunos, e explicou este seu ‘sentimento’, lembrando que, antes, “vivíamos um tempo de escuridão, de silêncios” e que, a Revolução dos Cravos “foi uma festa que, quem a viveu, nunca mais vai esquecer na vida”. “Eramos um mar de gente na rua, em festa”, recordou com emoção.
Recordou os momentos vividos na madrugada de 24 de abril de 1974 e no dia 25 de abril, de forma entusiasmante, perante uma plateia atenta. Explicou as senhas e os passos dados pelos militares e a junção dos civis à Revolução. “As pessoas estavam tão fartas e o regime tão podre que o povo veio para a rua e a Revolução foi imparável”.
No entanto, salientou que “o 25 de Abril não é uma coisa do passado. Tem de estar presente, todos os dias, na vossa vida e todos temos a responsabilidade de o manter vivo”.
Referindo que a Revolução dos Cravos trouxe “muitas cores” a Portugal, António Sousa Pereira fez um ‘jogo’ com os alunos, atribuindo a cada letra da palavra ABRIL uma cor, que simboliza a liberdade, a esperança num “caminho novo”, a imaginação e criatividade e o facto de os portugueses “deixarem de pensar o mundo a preto e branco”, como acontecia no período da Ditadura.
“O 25 de Abril está em tanta coisa: quando um pai dá um beijo a um filho, quando um avô abraça um neto e quando ajudamos a construir um mundo melhor”, referiu Sousa Pereira, concluindo que a LIBERDADE é “o motor da História do Homem”.
De salientar que as “Histórias Vividas e Contadas do 25 de Abril” insere-se no programa comemorativo do 41º aniversário do 25 de Abril promovido pela Câmara Municipal do Barreiro e pelas freguesias do Concelho.
Para além de António Sousa Pereira, as “Histórias” têm sido conduzidas por José Encarnação, Ercília Talhadas e João Raio, barreirenses que viveram, de uma forma ativa e na primeira pessoa, o período anterior e a própria Revolução de Abril.
A iniciativa é dirigida aos alunos das escolas públicas do Concelho, do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico. O objetivo da iniciativa é sensibilizar os alunos para a importância da Revolução de Abril enquanto momento mais marcante da História contemporânea de Portugal.
Fonte - CMB













