Utentes da Linha do Sado - Barreiro / SetúbalA luta por direitos e em defesa do Serviço Público de qualidade só pode continuar

Por Jornal Rostos
RAZÕES PARA O PROTESTO MANTÊM-SE NA LINHA DO SADO
Terminado que está o mês de Junho, é caso para dizer que o arredondar das contas dos dias e das semanas nos permite reafirmar que as promessas estão por cumprir e a luta por direitos e em defesa do Serviço Público de qualidade só pode continuar!
Congratulamo-nos com uma resposta do Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, por delegação do Ministro da Economia, indiciando uma reunião (pedida a 27 de Maio) para breve, mas não vai chegando a carta afiançada pelo Presidente do Conselho de Administração da CP colocando em papel, preto no branco, conforme o combinado, as medidas que dizia estarem em marcha para corresponderem as reivindicações dos utentes.
Permitimo-nos destacar as novas composições, em número de quatro, que de vez acabem com as dificuldades de acesso às carruagens, em particular dos idosos, mulheres grávidas, homens e mulheres com carrinhos de bebé.
A meio de um dia de semana de Abril, durante 4 horas, não transitaram comboios, na segunda-feira, 29 de Junho, idem, idem…
Ou seja: PARA QUE SE ACUDAM ÀS AVARIAS, FALTA MATERIAL EM RESERVA, FALTA A QUARTA COMPOSIÇÃO SUPLENTE, FALTA A MANUTENÇÃO EXIGÍVEL DAS TRÊS EXISTENTES.
A 26 de Junho, na Estação da Moita, gerou-se um protesto espontâneo de utentes devido à dificuldade de manuseamento das máquinas e à não aceitação de notas.
Conta-se, seja por humor ou não, que proprietários ou empregados do pequeno comércio local, nas redondezas, já se coíbem de fazer trocos a cada pedido, para não ficarem eles desprovidos de dinheiro em moeda solta!
A 29, também na mesma Estação, passava uma semana sem remoção do lixo, e para a sua limpeza estava dispensado um litro e meio de água!! O elevador da Linha 1 não funcionava. Uma paragem à frente, em Alhos Vedros, mais do mesmo!!!
Registando-se actos de vandalismo, a que os utente são alheios e que deles não precisariam para que aumentassem as suas razões, vincamos que o que está em jogo é o direito à eficácia na área da segurança, sector onde cresce o protesto de associações dos seus agentes, pugnando por direitos constitucionais e meios que assegurem condignamente a sua missão.
DESDE JÁ ANUNCIAMOS que nos integraremos nas várias iniciativas de organizações de trabalhadores, associações populares e movimento dos utentes em breve tornadas públicas, e estamos certos que os utentes corresponderão como elemento activo dessas jornadas de LUTA!
A Comissão de Utentes da Linha do Sado
8 de Julho de 2015













