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Comandante José Mesquita no Rotary Clube do Barreiro«Dimensão atlântica e global é uma marca distintiva de Portugal»

. Construção de um veleiro de concepção portuguesa

Propomo-nos executar um programa científico multidisciplinar arrojado, centrado no oceano, na ciência polar e na mudança climática, reunindo à volta de um mesmo projeto equipas de excelência das ciências e da engenharia.

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Comandante José Mesquita no Rotary Clube do Barreiro «Dimensão atlântica e global é uma marca distintiva de Portugal»

Por Jornal Rostos

O Comandante José Boavida de Carvalho Mesquita, Capitão da Marinha Mercante e de Pesca, Especialista em Gestão de pescarias, Monitorização e controlo das pescas. Funcionário da Comissão Europeia na Direção Geral das Pescas de 1988 a 2012, responsável pelo plano de controlo de pescas na zona da NAFO e NEAFC, do plano de recuperação do atum (BFT – Blue Fin Tuna) no Mediterrâneo, do plano de controlo das pescarias do Báltico e do Mar do Norte e Assistente Técnico do Diretor Geral da DG FISH da Comissão Europeia.
Foi autor da construção de um veleiro de aço com 36 pés em regime de auto construção.
Foi o Imediato e o Comandante dos navios de Estudos “NORUEGA” e “MESTRE COSTEIRO” de 1978 a 1980.
Participou em 4 campanhas da pesca do bacalhau nas águas da Terra Nova e Gronelândia, é Coordenador do “Projeto DAVID MELGUEIRO”, que veio apresentar no ROTARY CLUB DO BARREIRO.

O mar é uma dimensão necessária do nosso futuro coletivo.

Sobre o tema, avançou o Comandante José Mesquita, que a dimensão atlântica e global é uma marca distintiva de Portugal e dos portugueses e o mar é uma dimensão necessária do nosso futuro coletivo.
É por isso que chamamos a comunidade científica e as empresas nacionais a juntarem-se num projeto ambicioso, que combina exploração com ciência, contexto nacional e afirmação global, responsabilidade ambiental e inovação tecnológica.
A mudança climática que tem sido observada no Ártico aponta para que “Passagem do Nordeste” esteja aberta em 2020, e a “Passagem do Noroeste” em 2050. Esta mudança trará oportunidades e modificações profundas nas rotas comerciais, na economia do mar a uma escala global e colocará grandes pressões ambientais numa região crítica do sistema terrestre. Será seguramente uma das marcas de uma nova Terra que a mudança climática vai criar no século XXI.

Combinando inovação e sustentabilidade.

Propomo-nos executar um programa científico multidisciplinar arrojado, centrado no oceano, na ciência polar e na mudança climática, reunindo à volta de um mesmo projeto equipas de excelência das ciências e da engenharia.
O projeto inicia-se com a construção de uma nova embarcação à vela de investigação com capacidade de navegação nas regiões polares e lança-se para a projeção mundial refazendo a viajem atribuída a David Melgueiro em 1660 pela “Passagem do Nordeste”. Finalmente propomo-nos utilizar esta oportunidade e todas as outras que se seguirão para promover a ciência e a economia portuguesa no mundo, combinando inovação e sustentabilidade.

Navegando à vela de Portugal até à cidade de Kagoshima no Japão

A expedição “MARBOREALIS”, irá refazer a viajem do navegador português David Melgueiro, navegando à vela de Portugal até à cidade de Kagoshima no Japão, efetuando uma viajem de circum-navegação polar através das Passagens do Nordeste e do Noroeste.
Afirmou que esta expedição é uma iniciativa arrojada, que inclui através destas passagens uma visita aos portos do Japão e da China, numa tentativa de refazer a viajem de 1660-1662.
Quinze Países, vinte e oito portos de escala, vinte cinco a trinta cientistas, dez tripulantes, três operadores de câmara e dezanove meses de missão é o resumo desta odisseia náutica e científica.

Construção de um veleiro de concepção portuguesa

Um dos elementos fundamentais do projeto é a construção de um veleiro, de concepção portuguesa, utilizando matérias-primas tanto quanto possível de origem portuguesa. O veleiro será preparado para efetuar estudos oceanográficos, ambientais e outros nas áreas das ciências do mar e da atmosfera. Será projetado para servir igualmente como banco de ensaios para ações de inovação, divulgação e demonstração.
O veleiro “David Melgueiro” terá 28 metros armado em Ketch feito com casco em aço. Será dotado de um pórtico basculante para ajudar no lançamento à água de vários equipamentos científicos.
Outras particularidades do veleiro foram dadas e explicados os desafios que se apresentarão aos engenheiros, projetistas, universidades e empresas nacionais.

Veleiro será propriedade de uma entidade civil sem fins lucrativos

Com um acompanhamento projetado em “Power-point”, fez uma explicação sucinta do que será este programa científico abrangendo os seguintes temas: - Programa Oceanográfico, Programa de Estudo da Mudança Climática, Programa de Monitorização do Permafrost, Programa de Inovação em Engenharia e Tecnologia, a Promoção da Cooperação Internacional e o Programa da Disseminação.
Após a expedição, o veleiro será propriedade de uma entidade civil sem fins lucrativos, a Associação David Melgueiro. A tripulação fixa é de apenas 5 tripulantes, com custos operacionais muito baixos e o veleiro poderá alojar equipas de 6 a 7 cientistas.
O navio terá ainda um amplo paiol com capacidade de transportar equipamento para investigação em terra, o que permitirá lançar acampamentos científicos em regiões remotas.

Fonte - RCB

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