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Barreiro - «Jantar com Letras»Carlos Alberto Correia apresenta seu romance «Concerto para Sanca João»

Hoje, quinta-feira, no Restaurante 100 Espinhas, vai realizar-se o "Jantar com Letras", que conta com a presença de Carlos Alberto Correia, que irá apresentar o seu romance "Concerto para Sanca João", publicado em Julho de 2015.

Carlos Alberto Correia, nascido em Évora, no ano de 1944, reside no Barreiro, onde faz teatro no Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro. Foi distinguido pelo jornal "Rostos" e imprensa regional como “ROSTO DO ANO 2015 - Escritor”.

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Barreiro - «Jantar com Letras» Carlos Alberto Correia apresenta seu romance «Concerto para Sanca João»

Por Jornal Rostos

"Concerto para Sanca João"

Sinopse

Guiné e metrópole, dois universos distantes que a guerra colonial juntou na existência de milhares de pessoas. Sanca João é uma personagem secundária, um prisioneiro que faz mudar a vida do narrador, voluntário de guerra em Cacondo. Este leva-nos numa viagem pelas suas recordações, que afinal acabamos por reconhecer também como nossas: partilhamos a sua infância, adolescência e juventude, as primeiras vivências com os pais e vizinhos, os amigos e os amores, as dúvidas e as resoluções. O romance tem um ponto de viragem na ida do protagonista para África, onde é direta e totalmente imerso na guerra colonial. Por fim, o seu processo de politização afasta-o dos ideais primeiros que o moveram, levando-o a um papel ativo na luta da resistência e, posteriormente, no PREC.
A narrativa, riquíssima, é um fresco da vida nas décadas de 50, 60 e 70. Trata-se de um grande romance de guerra e de amor, com uma linguagem poderosamente criativa a que se junta, para maior enriquecimento, uma pluralidade de ângulos entre os quais o do antropólogo, uma das áreas de formação do autor. Dispomos assim de uma janela temporal que nos permite apreciar valores, comportamentos e atividades pertencentes a um fascinante mundo, entretanto desaparecido.
Este é o romance de quem viveu por dentro, com emoções, sentimentos, ideias, esperanças e dores, os acontecimentos antes e os acontecimentos após a revolução do 25 de abril. A história, que tem como limite final o 25 de novembro, está construída ficcionalmente de forma magistral.

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