Setúbal transforma Alameda das Palmeiras numa galeria a céu abertoDez graffiters nacionais e estrangeiros participam no Cara ou Coroa – Street Art Festival

Por Jornal Rostos
Dez graffiters nacionais e estrangeiros participam num festival inédito que inclui pinturas em prédios, a par de apontamentos de música e dança, de 30 de março a 2 de abril, na Alameda das Palmeiras, zona da Bela Vista, Setúbal.
O Cara ou Coroa – Street Art Festival, organizado pela ACUPARTE – Associação Cultural em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, transforma a Alameda das Palmeiras numa galeria a céu aberto graças às criações ao vivo dos artistas Bane & Pest, dupla da Suíça, Utopia, do Brasil, Norm, da Alemanha, Tretze, de Espanha, e Nark, Samina, Smile, Mar e Projecto Matilha, de Portugal.
A iniciativa, que decorre entre as 10h00 e as 19h00, no âmbito dos programas municipais m@rço.28, de comemoração do Mês da Juventude, e Nosso Bairro, Nossa Cidade, de promoção da autonomia, responsabilidade e crescimento coletivo dos moradores da zona da Bela Vista, visa pôr a arte urbana a comunicar com a cidade, através de nove intervenções artísticas em empenas de prédios da Alameda das Palmeiras.
A primeira edição do Cara ou Coroa – Street Art Festival, sob o lema “Um Povo Um Mundo”, pretende, com graffitis de grande impacte, reforçar o interesse da zona da Bela Vista e aumentar o legado artístico e cultural existente em Setúbal, mediante a criação de um roteiro de arte urbana.
Em paralelo com o desenvolvimento das intervenções nos edifícios, realizam-se, entre as 15h00 e as 19h00, ações de caráter cultural, com espetáculos de música e dança a cargo de grupos de jovens da zona da Bela Vista.
No âmbito da preparação do festival, 15 moradores da Alameda das Palmeiras, acompanhados do presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião, Nuno Costa, visitaram o projeto de arte urbana emblemático desenvolvido em 2016 na Quinta do Mocho, concelho de Loures.
O grupo participou numa visita guiada por dois moradores locais às quase cinco dezenas de murais da Quinta do Mocho que se tornaram referência mundial dentro do género da arte urbana.
Além de explicações sobre cada obra artística, a comitiva ficou a conhecer, através de relatos na primeira pessoa, a mais-valia do projeto desenvolvido em Loures, nomeadamente o impacte social positivo causado na população local.
No regresso, dois participantes partilharam a experiência com cerca de quarenta interlocutores do Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa em desenvolvimento desde 2012 na Bela Vista, Alameda das Palmeiras, Forte da Bela Vista, Quinta de Santo António e Manteigadas.
O Cara ou Coroa inclui, a 31 de março, às 21h30, na sede da Sociedade Musical Capricho Setubalense, no centro da cidade, uma tertúlia sobre arte urbana, aberta a toda a população, com a presença dos artistas que participam nas intervenções. No final, há um convívio “after-hours” com música de uma banda convidada.
Fonte - CMS













