Consumactor - O Consumidor contra a Má Globalização“Actual política dos consumidores já morreu”
- refere Beja Santos

Por Jornal Rostos
No Auditório do Montepio Geral decorreu a cerimónia de lançamento do livro “Consumactor – O Consumidor contra a Má Globalização”, uma obra de Beja Santos e Artur Tomé que, na opinião Roque Amaro, Professor do Departamento de Economia do ISCTE, é uma obra que perspectiva o consumidor-actor que “ pode ser protagonista pelo consumo” do desenvolvimento e afirmação da cidadania.
António Costa Leal, Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral, na abertura da Sessão, manifestou a sua satisfação por a apresentação desta obra estar a efectuar-se nas instalações do Montepio Geral, um associação fundada em 1844, que conta com 250 mil associados, é a 6ª entidade bancária do país – “a maior entre os mais pequenos”, que sempre apostou numa filosofia de acção que vai ao encontro das ideias expressas nesta obra que valoriza “o consumidor responsável” o “consumidor como actor”.
Maria Rosário Pereira, Editora da “Temas & Debates”, que editou esta obra, sublinhou que esta obra “é uma mais valia no âmbito do editado em Portugal sobre consumo”.
Ana Firmino, Professora da Universidade Nova de Lisboa, sublinhou que pela leitura desta obra o consumidor é levada a pensar que “é necessário agir para mudar” e “tomar consciência das nossas qualidades” para produzirmos a mudança.
Na sua opinião a “mudança está em nós” que devemos tomar em mãos a “mudança de mentalidade” deixando de atribuir culpas aos outros e colocarmo-nos no papel de vítimas, quer assumindo um “pessimismo derrotista”, quer atitudes de “paralisia pela análise”.
Rogério Amaro, Professor do ISCTE, referiu que esta obra introduz uma “revolução teórica” ao centrar no “consumidor actor” um papel importante no desenvolvimento daquela que considera ser a batalha mais importante deste século – “a batalha da cidadania”.
Na sua opinião o consumidor-actor “pode ser protagonista pelo consumo”, assumindo os desafios da competitividade, da solidariedade, da bio sustentatabilidade, da diversidade, afirmando a sua cidadania responsável “contra o pessimismo castrador”, e valorizando um “economia social que seja instrumento de eficácia social”.
Artur Tomé, um dos autores da obra sublinhou o seu desejo que esta obra contribua para afirmação do conceito “desenvolvimento sustentável” em oposição ao “desenvolvimento insustentável”, recordando que a procura de uma solução ideal é “uma solução adiada”.
Por seu lado, Beja Santos, referiu que acredita na “globalização positiva” e perspectivou a existência, actualmente de uma contradição emergente entre uma consciência de “defesa do consumidor técnica” e uma consciência de “defesa do consumidor do responsável”.
Na sua opinião a “actual política dos consumidores já morreu”, devendo valorizar-se a ideia do “consumidor solidário”, como caminho que conduz ao consumidor-actor o “consumactor”.













