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Barreiro - «Existem 120 grávidas sem médico de família»USF Coina é para manter e até para alargar o serviço

. Obras na USF da Quinta da Lomba estão planeadas, há um caderno de encargos das obras, estão à espera de verba

Realizou-se uma reunião da Comissão de Utentes dos Públicos do Barreiro com a Direção do Agrupamento dos Centros de Saúde de Setúbal - foram apresentados os problemas referentes à falta de médicos no concelho, o caso dos utentes diabéticos e grávidas, a falta de obras na Unidade de Saúde Familiar da Quinta da Lomba, os poucos serviços na USF de Coina, a colocação de médicos de família e por fim a questão do atendimento telefónico para o agendamento de consultas.

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Barreiro - «Existem 120 grávidas sem médico de família» USF Coina é para manter e até para alargar o serviço

Por Jornal Rostos

Realizou-se no passado dia 31 de outubro, uma reunião da Comissão de Utentes dos Públicos do Barreiro com a Direção do Agrupamento dos Centros de Saúde de Setúbal (ACES). Em representação da Direção do ACES esteve o Diretor Miguel Lemos, acompanhado pela enf. Ana Maia e a Dra. Sara Lopes.

Aos elementos da direção foram apresentados os problemas referentes à falta de médicos no concelho, o caso dos utentes diabéticos e grávidas, a falta de obras na Unidade de Saúde Familiar da Quinta da Lomba, os poucos serviços na USF de Coina, a colocação de médicos de família e por fim a questão do atendimento telefónico para o agendamento de consultas. O Dr. Miguel Lemos deu conhecimento à Comissão que apesar das dezoito vagas abertas para o agrupamento apenas oito vagas foram preenchidas. Sendo que três foram colocados no nosso concelho, na USF Ribeirinha, Quinta da Lomba e Santo António da Charneca. Não podendo colocar mais médicos no concelho a prioridade serão os utentes com multipatologias, no entanto esta decisão passa exclusivamente pelos serviços centrais.

Segundo a Dra. Sara Lopes “existem 120 grávidas sem médico de família”, estas utentes dispõem de cerca de dezoito consultas por semana. Também os utentes diabéticos têm as suas consultas garantidas. “Muitas vezes o que acontece é que as utentes optam por ser seguidas no privado e depois chegam ao centro saúde e dizem eu quero estes exames, estas não podem ter prioridade sobre aquelas que querem ter o seu seguimento no centro de saúde, e são estas que reclamam”.

O Diretor aponta como principais problemas a falta de recursos e o desapego dos médicos, contratos a empresas, para com o concelho e os seus residentes. “Sentem pouco que estão em casa, não são médicos que se fixam na terra e por isso têm uma relação muito pouco enraizada com as nossas terras e as nossas unidades.”
No que diz respeito às obras na USF da Quinta da Lomba, Dr. Miguel Lemos afirma “as obras estão planeadas, estão projetadas, há um caderno de encargos das obras, estão à espera de verba”.

A par disso a situação difícil na USF de Coina não parece ter uma resolução permanente à vista. No entanto após a exposição por parte da Comissão, a Dra. Sara Lopes comprometeu-se a disponibilizar mais vagas. “Coina é para manter e até para alargar o serviço, tentar no fundo fazer um polo com uma oferta maior em termos de cuidados de saúde e de enfermagem que permitisse também tentar puxar as pessoas de Palhais para Coina” afirmou o Diretor.
Por último foi tratada a questão do atendimento telefónico nos dias de marcação de consultas para o mês seguinte. Ficando esclarecido que o principal problema encontra-se na falta de meios para o próprio atendimento, estando uma auxiliar a entrar uma hora antes do seu horário para prestar este serviço.

A Direção do ACES pede à população do concelho calma e serenidade para que se resolva a situação. “Nós estamos mais do lado de quem precisa do que de quem não precisa, por isso qualquer um dos nossos profissionais sabe aquilo que tem, aquilo que não tem e aquilo que consegue dar e portanto passar a mensagem de alguma tolerância, alguma compreensão connosco, com quem está ali a trabalhar no terreno”.

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos informa a população e vai agendar um encontro para que a situação seja discutida e agendar formas de Luta de forma a pressionar o Ministério da Saúde a tomar medidas concretas no sentido de termos um serviço publico de proximidade e de qualidade.

Barreiro, 3 de Novembro de 2017

Fonte - Comissão Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro

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