Temporada Gulbenkian de Música e Dança
Segunda, 10 de Novembro, 19h00
Grande Auditório
Ciclo de Piano
Radu Lupu Piano
Robert Schumann
Arabesque, em Dó Maior, op.18
Kreisleriana, op.16
Franz Schubert
Sonata em Si menor
Quinta, 13 de Novembro, 21h00
Sexta, 14 de Novembro, 19h00
Grande Auditório
Ciclo Orquestra Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster Maestro
Radu Lupu Piano
Jonathan Luxton Trompa
Kenneth Best Trompa
Eric Murphy Trompa
Darcy Edmundson-Andrade Trompa
Robert Schumann
Konzertstück, para quatro Trompas e Orquestra, op.86
Concerto para Piano em Lá menor
Johannes Brahms
Sinfonia Nº 3, em Fá Maior
Grande Auditório
Ciclo de Piano
Radu Lupu Piano
Robert Schumann
Arabesque, em Dó Maior, op.18
Kreisleriana, op.16
Franz Schubert
Sonata em Si menor
Quinta, 13 de Novembro, 21h00
Sexta, 14 de Novembro, 19h00
Grande Auditório
Ciclo Orquestra Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster Maestro
Radu Lupu Piano
Jonathan Luxton Trompa
Kenneth Best Trompa
Eric Murphy Trompa
Darcy Edmundson-Andrade Trompa
Robert Schumann
Konzertstück, para quatro Trompas e Orquestra, op.86
Concerto para Piano em Lá menor
Johannes Brahms
Sinfonia Nº 3, em Fá Maior
Por Jornal Rostos
É bem conhecido do público lisboeta o pianista romeno Radu Lupu pelas suas
deslocações regulares a Lisboa que se têm constituído como concertos especiais,
daqueles que se guardam vivos e permanentemente na memória. Momentos carregados de
concentração, de poesia e da mais fina musicalidade. Schumann em especial, cujo
discurso inquieto, ora esvoaçante, ora telúrico, adquire com Radu Lupu uma
consistência refinada, assente na mais estrutural compreensão do discurso e da
lógica poéticas. O virtuosismo surge como uma imanência discreta, até velada com
pudor, servindo no sentido mais estrito do termo a expressão musical e por isso
mesmo as obras de pequena extensão ganham uma verdadeira estatura de peso.
Reconhece-se o facto de ter estudado com Heinrich Neuhaus (no Conservatório de
Moscovo) um dos maiores professores de piano do século XX, cuja pedra de toque
passava pelo domínio da sonoridade. Após a conquista dos primeiros prémios nos
Concursos Van Cliburn (1966) e Leeds (1969), uma carreira consistente marcada por
gravações incontornáveis em Brahms (Sonata para piano em Fá menor, Op.5), bem como
quase todo o Schubert e Schumann, não esquecendo a profundidade das suas leituras em
Beethoven.
O programa proposto para o recital no Grande Auditório Gulbenkian (10 de Novembro)
reúne algumas das obras mais extraordinárias do reportório pianístico do século XIX.
De Schumann, Arabesque op.18 (1839) e Kreisleriana (1838), são verdadeiros
testemunhos da mais pura poesia em música, na linha ideal de uma tradução sem verbo
da arte de Hoffmann, Jean-Paul ou Novalis. Duas obras contrastantes já que a
aparente singeleza de Arabesque, se opõe à complexidade quase paroxística de
Kreisleriana, por sinal pertencentes a dois anos miraculosos em termos de criação
pianística e que nos mostram os limites da expressão em Schumann. A Sonata em Si
bemol, D.960 (1828) de Schubert é a última obra de grande envergadura do compositor,
sendo uma obra em tudo maravilhosa, de tão profundamente comovente no clima de
serenidade sombria que expande.
Nas obras concertantes, com a Orquestra Gulbenkian (13 e 14 de Novembro), é proposta
a faceta mais extrovertida e virtuosa de Schumann, para além da sua faceta
exploratória no que diz respeito à paleta instrumental. Um complemento fundamental
para compreender toda a profundidade da expressão romântica, tão intimista quanto
extrovertida e expandida a um ideal com vertentes megalómanas.
deslocações regulares a Lisboa que se têm constituído como concertos especiais,
daqueles que se guardam vivos e permanentemente na memória. Momentos carregados de
concentração, de poesia e da mais fina musicalidade. Schumann em especial, cujo
discurso inquieto, ora esvoaçante, ora telúrico, adquire com Radu Lupu uma
consistência refinada, assente na mais estrutural compreensão do discurso e da
lógica poéticas. O virtuosismo surge como uma imanência discreta, até velada com
pudor, servindo no sentido mais estrito do termo a expressão musical e por isso
mesmo as obras de pequena extensão ganham uma verdadeira estatura de peso.
Reconhece-se o facto de ter estudado com Heinrich Neuhaus (no Conservatório de
Moscovo) um dos maiores professores de piano do século XX, cuja pedra de toque
passava pelo domínio da sonoridade. Após a conquista dos primeiros prémios nos
Concursos Van Cliburn (1966) e Leeds (1969), uma carreira consistente marcada por
gravações incontornáveis em Brahms (Sonata para piano em Fá menor, Op.5), bem como
quase todo o Schubert e Schumann, não esquecendo a profundidade das suas leituras em
Beethoven.
O programa proposto para o recital no Grande Auditório Gulbenkian (10 de Novembro)
reúne algumas das obras mais extraordinárias do reportório pianístico do século XIX.
De Schumann, Arabesque op.18 (1839) e Kreisleriana (1838), são verdadeiros
testemunhos da mais pura poesia em música, na linha ideal de uma tradução sem verbo
da arte de Hoffmann, Jean-Paul ou Novalis. Duas obras contrastantes já que a
aparente singeleza de Arabesque, se opõe à complexidade quase paroxística de
Kreisleriana, por sinal pertencentes a dois anos miraculosos em termos de criação
pianística e que nos mostram os limites da expressão em Schumann. A Sonata em Si
bemol, D.960 (1828) de Schubert é a última obra de grande envergadura do compositor,
sendo uma obra em tudo maravilhosa, de tão profundamente comovente no clima de
serenidade sombria que expande.
Nas obras concertantes, com a Orquestra Gulbenkian (13 e 14 de Novembro), é proposta
a faceta mais extrovertida e virtuosa de Schumann, para além da sua faceta
exploratória no que diz respeito à paleta instrumental. Um complemento fundamental
para compreender toda a profundidade da expressão romântica, tão intimista quanto
extrovertida e expandida a um ideal com vertentes megalómanas.













