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Barreiro - Situação financeira da Câmara Municipal é positivaContas de Gerência de 2017 aprovadas por unanimidade

. Resultado é positivo superior a 5 milhões de euros.

Na reunião extraordinária da Câmara Municipal do Barreiro, realizada hoje à tarde no Salão dos Paços do Concelho, no primeiro ponto da ordem do dia esteve em apreciação o Relatório de Contas do ano 2017, tendo sido aprovado por unanimidade.

6 min de leitura
Barreiro - Situação financeira da Câmara Municipal é positiva Contas de Gerência de 2017 aprovadas por unanimidade

Por Jornal Rostos

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que o ano de 2017 “abarcou dois executivos” e sublinhou que o resultado é positivo, superior a 5 milhões de euros.

Redução de 5 milhões na divida do município.

Sónia Lobo, salientou que ao longo do ano foi cumprido o prazo médio do pagamento a fornecedores e foi cumprido o limite da dívida total.
Referiu que o prazo de pagamentos a fornecedores foi fixado em 27 dias.
Sublinhou que desde 2015 registou-se a redução de 45 milhões na divida do município.

Não consigo percebo esta nota introdutória

A autarca teceu criticas à nota introdutória onde se refere que – “o foco da gestão municipal deixe de ser gestão corrente”.
Sónia Lobo, refutou esta afirmação, salientando que existiu uma gestão corrente rigorosa, e existiu muito investimento.
“Não consigo percebo esta nota introdutória”, disse, solicitando que a nota fosse retirada ao documento.

Não retiro a nota introdutória

Frederico Rosa, defendeu que a nota introdutória é “uma nota politica”, através da qual referiu que a cidade não está melhor, e que precisa de investimento.
Admitiu que a situação financeira é equilibrada.
“Não faço apreciações técnicas das contas, faço análise politica”, disse.
referiu que percebo que não seja a sua percepção, mas esta é a nossa leitura – “esta é a nossa apreciação”.
“A minha percepção politica não é coincidente com a sua”, referiu.
“Não retiro a nota introdutória”, afirmou.

Município está bem financeiramente

Sofia Martins, salientou que o município atingiu uma margem de capacidade de endividamento que nunca se atingiu em mandatos anteriores, passando tempos difíceis, nos quais foi importante o contributo dos trabalhadores da autarquia.
Hoje é possível renovar a frota dos autocarros e modernizar as instalações dos trabalhadores.
Recordou que reduzimos 2 milhões a divida do município e reduzimos mais de 5 milhões da divida
“Todos os rácios financeiros demonstram que o município está bem financeiramente”, disse.
Sublinhou que o município já pagou o PAEL e pode cessar hoje o Contrato com o Estado
“Hoje o município não tem quaisquer restrições para tomar decisões”, afirmou.
Sofia Martins, referiu que se tivesse sido feita uma
Auditoria Financeira, os resultados eram estes que a autarquia tem capacidade de investimento que não teve na última década

Não é verdade que a gestão municipal tenha se limitado a gestão corrente

Sofia Martins, teceu cometários sobre a Nota introdutória, admitiu que tenha conteúdo politico, mas sugeriu que fosse factual e salientou que não é verdade que a gestão municipal tenha se limitado a gestão corrente – “Nunca foi”, disse.
Recordou os muitos investimentos nos espaços publico, na salas de pré escolar – “para trair jovens”.
Sublinhou que este Relatório de Gestão de 2017 – “deixa-nos optimistas”.
“É preciso continuar a gerir com rigor”, alertou.

Nota Introdutória é ficção

Por outro lado, recordou que no Orçamento de 2018, contrariamente ao que Frederico Rosa refere na sua nota introdutória – “há um aumento na despesa corrente e diminuição no investimento”.
Solicitou que a Nota introdutória fosse retirada, porque – “ a nota que é ficção”.

Investimento feito para trás pela autarquia não conta

Sónia Lobo, reforçou a ideia que existe autonomia financeira do município e também existe independência financeira - “está de saúde”.
Lamentou que o investimento feito para trás pela autarquia não conte, dando o exemplo da compra Quinta de Braancamp.

As contas estão boas e o Barreiro está muito melhor

Rui Lopo, saudou a presença, na sala, de Carlos Humberto, anterior presidente da Câmara Municipal do Barreiro – “assiste ao encerrar um ciclo”.
O autarca salientou que o documento apresenta bons números e recordou que, este PS não é o que deixou a Câmara endividada, nem aquele que andou, durante anos, a por em causa a gestão financeira.
Hoje, este PS, ignora os projectos que herdou, os investimentos de devolução frente ribeirinha, nas AUGI’s, na aquisição de 60 autocarros.
Salientou que o PS ignorou os momentos difíceis do país e as heranças dos governos PS e PSD/CD-PP.
Lamentou que o presidente da Câmara afirme que – “as contas da Câmara estão boas e o Barreiro está mal”.
“Quero dizer-lhe que as contas estão boas e o Barreiro está muito melhor “, disse.
Por outro lado, acrescentou que a anterior gestão do PS na Câmara tinha uma visão do Barreiro – “é maior que a do PS de hoje”.

Sofia Martins, voltou a insistir sobre a retirada da Nota Introdutória, porque ela “é ficção” e do ponto de vista da avaliação oque está escrito é aquilo que o Senhor Presidnete usa na sua acção politica.
“É uma linguagem inapropriada ao órgão que pertencemos, use essa linguagem que entender nas redes sociais, não aqui neste órgão”, disse.
Referiu que Frederico Rosa - “tem uma obrigação e ser justo” e faz uma avaliação que não corresponde ao Relatório.

É a minha apreciação

Frederico Rosa, referiu que os eleitos da CDU, podem quere dar todas as lições e mais algumas.
“Tudo que está na nota introdutória está no Relatório
é a minha apreciação, não transformo a minha apreciação na sua visão das contas”, sublinhou.
Voto separado do Relatório e da Nota Introdutória.

Sofia Martins, sugeriu o voto separado do Relatório e da Nota Introdutória.
Não posso votar o Relatório e a Nota Introdutória – “é a sua visão”, mas “eu tenho a minha”.
Sugeriu que fossem retirados os dos dois últimos parágrafos da Nota Introdutória.

Honestidade intelectual

Sónia Lobo, recordou que nos começos dos trabalhos o presidente da Câmara Municipal do Barreiro falou em “honestidade intelectual”, acrescentando que – “gostava que houvesse honestidade intelectual” e expressou a sua discordância com o teor da Nota Introdutória.

Votar algo que não é factual

Frederico Rosa, referiu a vontade de em conjunto com Sofia Martins, retirar da Nota Introdutória as palavras que causam perturbação.
Sofia Martins, referiu que não iria “votar algo que não é factual” e insistiu que fossem retirados “dois parágrafos”.

Frederico Rosa, por fim, aceitou que na «Nota Introdutória » fossem retirados os dois parágrafos.
O Relatório de Contas do ano 2017 foi aprovado unanimidade.

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