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Moldura

Viviane De Muynck sobe ao Palco Grande da Escola D. António da Costa em AlmadaEstreou em 2004 no Festival d’Avignon e viajou por mais de 100 cidades em todo o Mundo.

No domingo, dia 8 de Julho, completa-se o primeiro terço do Festival de Almada, e uma grande actriz, Viviane De Muynck, sobe ao Palco Grande da Escola D. António da Costa, em Almada. Será às 22h com o espectáculo O quarto de Isabella, que tem direcção de Jan Lauwers.

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Viviane De Muynck sobe ao Palco Grande da Escola D. António da Costa em Almada Estreou em 2004 no Festival d’Avignon e viajou por mais de 100 cidades em todo o Mundo.

Por Jornal Rostos

Antes disso é possível ver, às 15h, no Teatro-Estúdio António Assunção, Final do amor, de Pascal Rambert, com encenação de Ivica Buljan. No Teatro Nacional D. Maria II, às 16h, é a última oportunidade para assistir a A reunificação das duas Coreias, de Joël Pommerat, com encenação de Paolo Magelli. Na Sala Experimental do TMJB, às 17h, continua em cena Bonecos de luz, de Romeu Correia, com encenação de Rodrigo Francisco. Às 18h há Colóquio na Esplanada com Ivica Buljan e, às 19h, Arizona, do Teatro de Babel, no Fórum Romeu Correia. Ainda é possível jantar na Esplanada da Escola D. António da Costa ao som de Angelica Salvi & Isabel Anjo, num concerto gratuito com início marcado para as 20h30.

O quarto de Isabella prova que os espectáculos de culto existem: estreou em 2004 no Festival d’Avignon e viajou por mais de 100 cidades em todo o Mundo. 2018 constitui o fim desta aventura e a ocasião para nos despedirmos de Viviane De Muynck, que a revista Les Inrockuptibles aclamou como “a melhor actriz viva”. Na origem desta “tragicomédia musical” encontra-se o espólio arqueológico que Jan Lauwers herdou do seu pai: o pretexto para a criação da figura de Isabella Morandi. Envelhecida e cega, esta mulher vive nos arredores de Paris rodeada de objectos exóticos roubados em África. A sua biografia imaginária constitui uma viagem pelo século XX: as duas Grandes Guerras, Hiroshima, o colonialismo, o modernismo e o ressurgimento da extrema-direita na Europa. O Libération considerou a encenação de Lauwers “explosiva”, ao passo que o Le Monde sublinhou que “o espectáculo fica connosco depois de ter acabado”.

Jan Lauwers (n. 1957) é um dos expoentes máximos dos artistas que se dedicam aos cruzamentos interdisciplinares. Durante os últimos 20 anos tem suscitado a admiração do público e da crítica pelo seu percurso com a Needcompany, que fundou com Grace Barkey em 1986. Este colectivo apresenta-se a si próprio como internacional, multilingue e pluridisciplinar. Entre as suas criações encontram-se The lobster shop (2006), The porcelain project (2007) e The deer house (2008).

Direcção de Jan Lauwers

INTERPRETAÇÃO: Viviane De Muynck, Anneke Bonnema, Benoît Gob, Hans Petter Dahl, Maarten Seghers, Julien Faure, Sarah Lutz, Sung-Im Her e Misha Downey MÚSICA: Hans Petter Dahl e Maarten Seghers
DANÇA: Julien Faure, Ludde Hagberg, Sarah Lutz e Sung-Im Her
FIGURINOS: Lemm&Barkey
CENÁRIO: Jan Lauwers
DESENHO DE LUZ: Jan Lauwers e Marjolein Demey
DESENHO DE SOM: Dré Schneider

LÍNGUA: Inglês e francês (legendado em português)

ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA | PALCO GRANDE | M/12
8 JUL | DOM | 22 H
PREÇO: 15€

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