Festival de AlmadaTransquinquennal apresenta Philip Seymour Hoffmam, por exemplo

Por Jornal Rostos
À mesma hora pode optar antes por três espectáculos que se mantêm em cena: Final do amor, no Teatro-Estúdio António Assunção; Colónia penal, no Teatro do Bairro; e Nada de mim, no Teatro da Politécnica. Se optou pelo colóquio, fique a saber que mesmo ao lado, no Teatro Municipal Joaquim Benite, a Sala Principal apresenta Liliom, às 19h, e que, na Sala Experimental, pode assistir a Bonecos de luz, às 20h. Ao jantar na Esplanada da Escola D.António da Costa pode ouvir Rini & Bastolini, a partir das 20h30, e esperar do prato forte da noite: Philip Seymour Hoffman, por exemplo, de Rafael Spregelburd, numa encenação colectiva da companhia belga Transquinquennal que sobe ao Palco Grande da Escola D. António da Costa às 22h.
O público do Festival de Almada já conhece Rafael Spregelburd de peças como A estupidez: no universo do dramaturgo argentino abundam as histórias paralelas, bem como personagens que, à partida, nunca se deveriam ter encontrado. Também neste texto, escrito de propósito para o colectivo Transquinquennal, os 45 papéis desempenhados pelos versatilíssimos cinco actores belgas alteram-se constantemente. E o que tem o célebre actor americano que ver com tudo isto? Directamente, nada. Mas numa das histórias do espectáculo especula-se, por exemplo, sobre como seria se os produtores do filme que Hoffman gravava quando se suicidou, em 2014, decidissem terminar a obra recorrendo a um avatar 3D do actor. Há quem chame a Philip Seymour Hoffman, por exemplo uma peça esquizofrénica, e quem encontre amargura no seu humor: a revista Théâtre et danse considerou-a “uma comédia feroz”.
A companhia belga Transquinquennal, que desde 1989 já estreou 44 espectáculos, é composta por Bernard Breuse, Stéphane Olivier, Miguel Decleire e Brigitte Neervoort — e anunciou o seu fim para o dia 1 de Janeiro de 2023. Os próprios dizem que não têm encenador, e que funcionam como uma hidra de quatro cabeças.
Texto de Rafael Spregelburd | Encenação colectiva
INTERPRETAÇÃO: Bernard Breuse, Miguel Decleire, Manon Joannotéguy, Stéphane Olivier e Mélanie Zucconi
TRADUÇÃO FRANCESA: Daniel Loayza
DIRECÇÃO DE CENA: Fred Op de Beeck
CENOGRAFIA E FIGURINOS: Marie Szersnovicz
DESENHO DE LUZ: Giacomo Gorini
DESENHO DE SOM: Jean-François Lejeune
VÍDEO: Arié Van Egmond
PRODUÇÃO: Brigitte Neervoort
ASSIST. DE ENCENAÇÃO: Judith Ribardière
DIRECÇÃO DE PALCO: Didier Rodot
LÍNGUA: Francês (legendado em português)
ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA | PALCO GRANDE | M/12
10 JUL | TER | 22H
PREÇO: 15€













