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Festival de AlmadaTânia Carvalho e A tecedura do caos

Na sexta, dia 13 de Julho às 18h, há conversa com o encenador António Pires e com Luis Lima Barreto e Fátima Ferreira, tradutores de Colónia Penal, de Jean Genet, no Colóquio na Esplanada da Escola D. António da Costa.

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Festival de Almada Tânia Carvalho e A tecedura do caos

Por Jornal Rostos

Às 21h o Centro Cultural de Belém apresenta Fora de campo, pela Compagnie Michèle Noiret, com guião, encenação e coreografia de Michèle Noiret. Também às 21h ainda é possível ver Nada de mim, no Teatro da Politécnica.

Às 21h30 pode ver um de três espectáculos disponíveis: o Teatro Municipal Joaquim Benite recebe A tecedura do caos, de Tânia Carvalho, na Sala Principal; o Teatro da Trindade apresenta Carmen; e o Teatro do Bairro mantém em cena Colónia penal. Se não está interessado em enfiar-se numa sala, tem duas possibilidades gratuitas às 22h: ou vai a Cacilhas à Rua Cândido dos Reis e assiste a On Air, espectáculo de rua pelos Andrea Fidelio; ou vai ouvir Rita Redshoes ao Palco da Esplanada da Escola D. António da Costa.

Entre Janeiro e Março a Companhia Nacional de Bailado juntou-se ao Teatro Maria Matos e ao Teatro São Luiz para dedicar um ciclo ao percurso de 20 anos de Tânia Carvalho. Para a coreógrafa, remontar algumas das suas peças mais antigas significou, de certa forma, colocar-se também no papel de espectadora: “Ver de repente uma peça antiga montada em poucos dias torna-se surpreendente”. A tecedura do caos, criada em 2014, entra em diálogo com a Odisseia, de Homero. Assente na ideia de regresso e de reencontro, a obra faz contrastar o desejo de Ulisses em regressar a Ítaca com os sucessivos obstáculos que se lhe colocam. Em cena, os bailarinos parecem utilizar gestos que precedem a consciência: a escansão dos seus movimentos implica que a emoção se dê antes de tudo o mais. E que a dança não procure esquivar-se à sua vocação divina. Para Tânia Carvalho, “criar é tão simples que se torna complicado”. Dos domínios da coreografia, Tânia Carvalho transporta-se frequentes vezes para a composição musical. Propõe-se como uma artista cuja vontade de expressão não se esgota numa só linguagem. As suas criações vagueiam pelas sombras, pela vivificação da pintura, pelo expressionismo e pela memória do cinema. Assim, ao longo de quase duas décadas, Tânia Carvalho vai fazendo o seu caminho: criterioso e cada vez mais multidisciplinar.

Direcção e coreografia de Tânia Carvalho

INTERPRETAÇÃO: Artistas da CNB
MÚSICA: Ulrich Estreich
FIGURINOS: Aleksandar Protic
DESENHO DE LUZ: Zeca Iglésias
CENOGRAFIA DE LUZ: Jorge Santos
REMONTAGEM: Marta Cerqueira

TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | SALA PRINCIPAL | M/12

13 JUL | SEX | 21H30
14 JUL | SÁB | 19H
PREÇO: 15€

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