No Museu do Trabalho em SetúbalOportuna apresentação do «Diário da Contra-Revolução»

Por Jornal Rostos
Henrique Mendonça, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação Conquistas da Revolução, que editou a obra, dirigiu a sessão, em que igualmente tomaram a palavra António Quintas e Américo Nunes, sindicalistas da CGTP-IN, dois dos 17 autores que, conforme anunciámos, deram corpo à mesma.
Henrique Mendonça, que no quadro dos agradecimentos não deixou de dar a palavra à Dra Lucinda Fernandes, do Museu do Trabalho, onde a ACR ancora um significativo conjunto de iniciativas, sublinhou o tema central das intervenções de António Quintas e Américo Nunes sobre as nacionalizações e o controlo operário, recordando que “os governos de Vasco Gonçalves não afundaram a economia portuguesa. A nacionalização da banca e dos seguros evitou que tal tivesse acontecido. As reservas de ouro do Banco de Portugal ficaram intactas, foram delapidadas pela primeira vez, isso sim, pelo primeiro governo constitucional do Partido Socialista em cerca de 100 toneladas”.
A concentração em frente à Assembleia da República de 6 de Julho, convocada pela CGTP-IN contra as mudanças às leis laborais ferindo ainda mais os direitos dos trabalhadores, assim como outras lutas de variadíssimos sectores, muito recentes e em curso, vincaram a plena oportunidade da sessão.
V. S.













