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Festival de Teatro do SeixalCommedia dell´Arte, Oscar Wilde e José Saramago no 35.º Festival

O Festival de Teatro do Seixal comemora este ano a sua 35.ª edição e passa novamente pelo Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e pelo Cinema S. Vicente, contando com outras datas na Sociedade Filarmónica União Arrentelense, Espaço Animateatro, Clube Recreativo da Cruz de Pau e na Associação de Amigos do Pinhal do General.

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Festival de Teatro do Seixal Commedia dell´Arte, Oscar Wilde e José Saramago no 35.º Festival

Por Jornal Rostos

A abertura da iniciativa está a cargo de uma produção do Teatro Meridional, com texto de Mário Botequilha, encenação de Miguel Seabra e interpretações de Emanuel Aranda e Rosinda Costa. «Feira Dell’Arte» passa-se numa feira, nos arredores de uma grande cidade, a partir da qual dois atores anunciam o terceiro espetáculo do dia: uma peça de commedia dell´arte. A dramatização retoma um trabalho estreado pela mesma companhia em 2001, adequado à nossa contemporaneidade política, mantendo-se a denúncia de uma sociedade de classes, numa economia de mercado neoliberal, marcada pelas mais distintas assimetrias.

O Cinema S. Vicente acolhe «A Importância de Se Chamar Ernesto», um texto de Oscar Wilde, numa produção Pano Cru – Grupo de Teatro da Associação de Amigos do Pinhal do General. A peça estreou-se em 14 de fevereiro de 1895, no St. James´s Theatre, em Londres, e é uma comédia na qual os protagonistas mantêm existências fictícias para fugir às suas obrigações sociais. Marcada pela mordacidade do autor irlandês, a peça critica a banalidade com que são tratadas instituições como o casamento e satiriza a dissimulação que marcava a moral vitoriana.

O festival encerra com uma nova atuação no Auditório Municipal e a subida ao palco de «1936, o Ano da Morte de Ricardo Reis», dramatização de Helder Costa e produção A Barraca, a partir da obra de José Saramago. A peça encena o encontro entre o defunto Fernando Pessoa e o único heterónimo que lhe sobreviveu, numa época em que os fascismos estão em ascensão na Europa. Tal como o romance que lhe serviu de inspiração, a dramaturgia desenha um jogo assombroso entre o real e o fantástico.

Programa

Dia 16 de novembro, sexta-feira, 21.30 horas
Feira Dell’Arte – Abertura
Ingresso: 10 euros *
Texto: Mário Botequilha
Produção: Teatro Meridional
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
«Feira Dell’Arte» passa-se numa feira, nos arredores de uma grande cidade, onde dois atores anunciam o terceiro espetáculo do dia: uma peça de commedia dell´arte. A dramatização retoma um trabalho estreado pela mesma companhia em 2001, adequado à nossa contemporaneidade política, mantendo-se a denúncia de uma sociedade de classes, numa economia de mercado neoliberal, marcada pelas mais diversas assimetrias.

Dia 17 de novembro, sábado, 21.30 horas
O Fascismo (Aqui) Nunca Existiu
Entrada livre
Texto: José Leitão
Produção: Art’Imagem
Sociedade Filarmónica União Arrentelense
Uma dramaturgia que nos apresenta duas histórias que correm paralelas, a de uma família numerosa, numa casa portuguesa, e a de um país que a Igreja Católica velava e ensinava a ser pobre e agradecido. Corria a década de sessenta do século passado e com ela a corrida eleitoral de Humberto Delgado, o movimento sindical e as lutas da oposição, a PIDE, a tropa e a guerra colonial. A história de um país e das suas gentes.

Dia 23 de novembro, sexta-feira, 21.30 horas
A Bota Velha
Entrada livre
Texto: Rodolfo Bispo
Produção Animateatro
Espaço Animateatro
A representação trabalha os registos do absurdo, da melancolia ou da comicidade, procurando refletir em torno dos limites entre o ficcional e o real ou entre as diferentes gerações. A 52.ª criação da companhia teatral do concelho é uma viagem recheada de passados possíveis.

Dia 24 de novembro, sábado, 21.30 horas
Dois Reis e Um Sonho
Entrada livre
Texto: Natália Correia/Manuel de LIma
Produção: Teatro Extremo
Clube Recreativo da Cruz de Pau
Uma parábola que bebe nos contos tradicionais e na herança das cortes loucas imaginadas por Alfred Jarry, em que se trabalha a desconstrução do real e a sua reconstrução no absurdo. O resultado é uma fábula surrealizante sobre o poder que nos conta a história de dois reinos em litígio, sendo a alegórica figura do Sono o motivo da discórdia entre dois irmãos monarcas: o Rei-sem-Sono e o Rei-com-Sono. Um texto que aborda a problemática dos limites, questão que o Teatro Extremo explora desde a sua fundação.

Dia 30 de novembro, sexta-feira, 21.30 horas
A Importância de Se Chamar Ernesto
M/ 12 anos . Ingresso: 5 euros*
Texto: Oscar Wilde
Produção: Pano Cru – Grupo de Teatro da Associação de Amigos do Pinhal do General
Cinema S. Vicente
A peça estreou-se em 14 de fevereiro de 1895, no St. James´s Theatre, em Londres, e é uma comédia na qual os protagonistas mantêm existências fictícias para fugir às suas obrigações sociais. Marcada pela mordacidade do autor irlandês, a peça critica a banalidade com que são tratadas instituições como o casamento e satiriza a dissimulação que marcava a moral vitoriana.

Dia 1 de dezembro, sábado, 21.30 horas
Do Princípio ao Fim
Entrada livre
Texto: Eduardo De Filippo
Produção: Teatro das Beiras
Associação de Amigos do Pinhal do General
Eduardo De Filippo (1900-1984) protagonizou um importante contributo na edificação da dramaturgia europeia do século XX, tendo sido um ator, dramaturgo, encenador e diretor teatral atento e sensível. Este espetáculo é construído a partir da revisitação ao seu acervo dramatúrgico, estruturado num guião que aborda os géneros comuns ao teatro musical e dramático de grande expressão popular nos teatros de bairro e cafés-teatro na Europa do pós-guerra.

Dia 7 de dezembro, sábado, 21.30 horas
1936, o Ano da Morte de Ricardo Reis – Encerramento
Ingresso: 10 euros *
A partir de: José Saramago
Produção: A Barraca
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
O festival encerra com uma nova atuação no Auditório Municipal e a subida ao palco de «1936, o Ano da Morte de Ricardo Reis», dramatização de Helder Costa e produção A Barraca, a partir da obra de José Saramago. A peça encena o encontro entre o defunto Fernando Pessoa e o único heterónimo que lhe sobreviveu, numa época em que os fascismos estão em ascensão na Europa. Tal como o romance que lhe serviu de inspiração, a dramaturgia desenha um jogo assombroso entre o real e o fantástico.

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