Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do BarreiroUtentes sem médico de família número global rondará os cerca de 18 mil
Sobre a eventual construção de uma nova unidade, nos Fidalguinhos, o Diretor Executivo do Agrupamentos de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho, informou que tal não passa pela intervenção do Agrupamento e que, a existir tal intenção, ela se colocará num “patamar” superior de decisão, nomeadamente, tal poderá decorrer da eventual intervenção de outros poderes autárquicos.

Por Jornal Rostos
CUSPAS reúne com equipa dirigente do Agrupamentos de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho.
Uma representação da CUSPAS, Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, reuniu hoje com o Diretor Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho o qual se fez acompanhar pela equipa dirigente nos planos clínico, administrativo e organizativo.
Por parte da CUSPAS foram apresentadas um conjunto de questões. A saber:
- Problemas no funcionamento e atendimento de utentes relativos ao Centro de Saúde da Quinta da Lomba;
- As dificuldades com que os utentes, que se deslocam ao atendimento nas instalações da Santa Casa da Misericórdia, são confrontados;
- A situação decorrente da transferência de alguns utentes, ao que parece na maioria emigrantes, para a USF Ribeirinha;
- A necessidade de uma informação mais atualizada quanto ao número de utentes sem médico de família no concelho;
- A necessidade, na opinião da CUSPAS, de alargar o funcionamento da “extensão” de Coina;
- A necessidade de se saber se corresponderão à realidade as notícias da eventual construção de uma nova unidade (CS ou USF) na Quinta dos Fidalguinhos em substituição da, há muito prevista, no Alto Seixalinho;
- A situação das obras no Centro de Saúde da Quinta da Lomba;
Após agradecer a atenção da CUSPAS, o Diretor Executivo, Dr. Miguel Lemos, foi esclarecendo o seguinte:
- Que o Centro de Saúde da Quinta da Lomba se encontra numa fase de reorganização administrativa e que irão ser colocados a funcionar, em permanência, os 4 postos de atendimento administrativo. Foi ainda adiantado que irá haver o reforço de, pelo menos, mais 2 administrativos;
- Que a falta de autonomia financeira e administrativa do Agrupamento não permite uma melhor resolução dos problemas existentes;
- Que as obras no CS da Quinta da Lomba irão prosseguir, previsivelmente até por volta do período de verão. Com estas obras, segundo o Diretor, pretende-se uma melhor organização do espaço, a criação de um Balcão Único que evite a actual dispersão e também melhorias na climatização e instalações sanitárias;
- Que quanto ao funcionamento da “extensão” de Coina não se prevê, para já, nenhuma alteração, mas que não há “portas fechadas”. O mesmo responsável admitiu que possa vir a acontecer a “drenagem” de utentes de Palhais para Coina;
- Que quanto ao atendimento na Santa Casa da Misericórdia já foi “acertado” que os utentes não precisam deslocar-se ao Centro de Saúde para eventuais procedimentos administrativos. Foi aqui realçado que este protocolo não visa nem pretende substituir os médicos de família, mas sim aumentar as capacidades de atendimento clínico;
- Que, quanto aos utentes sem médico de família, o número global rondará os cerca de 18 mil. Contudo e dado que existe uma diferenciação (sobretudo para efeitos de controlo estatístico) entre utentes inscritos e frequentadores, sendo que o número de frequentadores sem médico de família é inferior àquele valor;
- Ainda quanto aos meios e necessidades a Diretora da área clínica solicitou o apoio da Comissão de Utentes no sentido de “ajudar a melhorar a imagem” do Barreiro já que se tem verificado um déficit de procura por parte de novos clínicos nos concursos abertos;
- Quanto à eventual construção de uma nova unidade, nos Fidalguinhos, o Diretor Executivo informou que tal não passa pela intervenção do Agrupamento e que, a existir tal intenção, ela se colocará num “patamar” superior de decisão. Foi ainda adiantado que tal poderá decorrer da eventual intervenção de outros poderes, nomeadamente autárquicos;
A terminar a reunião a CUSPAS não deixou de salientar que irá continuar a sua luta pela construção de um novo Centro de Saúde no Alto Seixalinho.
Para a CUSPAS a questão não se poderá, nunca, colocar nem como “moeda de troca” nem como oposição do Alto Seixalinho aos Fidalguinhos nem o seu contrário.
Aliás, foi amplamente reconhecido que o Barreiro, quer pela sua dimensão populacional quer pela sua composição etária, justificaria um maior investimento em equipamentos e instalações assim como em meios humanos. A situação nesta matéria não é de excesso, mas sim de deficit de técnicos administrativos e de outros profissionais de saúde, nomeadamente médicos e enfermeiros.
Barreiro, 24 de janeiro de 2019













