Estabelecimento Prisional de SetúbalReclusos dedicam-se à exploração agrícola numa área de 29 hectares

Por Jornal Rostos
As obras, que tiveram como objetivo reverter o estado de degradação do edifício, foram efetuadas “exclusivamente com recurso a mão de obra prisional”, sublinha a diretora do Estabelecimento Prisional de Setúbal, Ana Paula Ramos.
A inauguração do espaço requalificado contou com as presenças da secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, do diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rómulo Mateus, e da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
A diretora do Estabelecimento Prisional de Setúbal conduziu uma visita pela Unidade de Regime Aberto, localizada na Quinta da Várzea, na qual os reclusos se dedicam à exploração agrícola numa área de 29 hectares com pomares, hortas e espaços destinados à criação de animais.
O edifício renovado é composto por cinco quartos com capacidade para 25 pessoas e ocupado, atualmente, por 14 reclusos. Dispõe, igualmente, de salas de visitas, de refeições e de convívio, assim como uma portaria, uma cozinha e instalações sanitárias.
Há, igualmente, uma loja de produtos hortícolas de venda ao público dos bens alimentares cultivados na quinta, a maioria de forma biológica, sem recurso a fertilizantes químicos, como são os casos das típicas laranjas de Setúbal e de uma gama variada de chás que começou a ser comercializada hoje.
Os indivíduos elegíveis a cumprir pena na Unidade de Regime Aberto são condenados por delitos menores e devem apresentar avaliações positivas de bom comportamento durante o período obrigatório em que estão encarcerados num estabelecimento prisional a funcionar em regime fechado.













