Almada -Situação a manter-se coloca Hospital em cenário de pré-catástrofeHospital Garcia de Orta volta a ter camas afetas à COVID-19 ocupadas na totalidade

Por Jornal Rostos
Hoje, dia 16 de janeiro de 2021, e em enfermaria, o hospital volta a registar um crescimento dos doentes internados positivos para a infeção por SARS-COV-2 e a ajustar a lotação afeta à COVID-19, de modo a acomodar a necessidade do número de doentes internados positivos por infeção por SARS-COV-2.
Mantém-se a enorme pressão assistencial, devido à elevada procura de doentes “Covid” e doentes “não Covid” e que dura há mais de 10 semanas, tendo o hospital de recorrer a transferências para outros hospitais do país.
O HGO permanece no nível III do seu Plano de Contingência, apresentando à data de hoje uma taxa de ocupação superior a 250%, relativamente ao que previa o Plano de Contingência, nomeadamente de 66 camas em enfermaria e 9 de cuidados intensivos, destinadas a doentes positivos para SARS-CoV-2.
Considerando a enorme pressão assistencial, decorrente da elevada procura de doentes “Covid” e doentes “não Covid”, o Hospital Garcia de Orta tem vindo a realizar reafetações sistemáticas de circuitos e espaços, como a conversão de camas de enfermaria cirúrgicas, em camas médicas.
Mas as conversões de camas, necessárias no HGO, abrangem também as áreas médicas. No total, e só na última semana, o total de camas reafectadas no Hospital foi de 35.
O elevado esforço e dedicação dos seus profissionais que têm sido o fator determinante para assegurar as soluções adequadas aos doentes servidos pelo HGO, apesar dos níveis de exaustão que revelam.
A falta de recursos humanos clínicos, sobretudo especializados, derivada de uma escassez dos mesmos, a que se juntam as elevadas taxas de absentismo, por isolamento ou doença assumem, neste momento, um constrangimento com impacto na atividade do Hospital.
Dentro das limitações atuais, o HGO continua a adotar medidas que permitam garantir a resposta a doentes “Covid-19” e “não Covid-19”.
O HGO continua a trabalhar para no final do mês de janeiro poder expandir a Área Dedicada ao Atendimento de Doentes Respiratórios (ADR) do Serviço de Urgência Geral.
Na Região de Lisboa de Vale do Tejo, o HGO tem sido um dos hospitais com maior volume de doentes infetados por SARS-COV-2, internados em enfermaria. No universo dos hospitais daquela região, o HGO tem mantido uma taxa de esforço elevada e contínua, para prestar cuidados a doentes “Covid-19.
Desde o início da pandemia, o Hospital tem vindo a adotar diferentes medidas de forma a responder e melhorar o acesso à prestação de cuidados, a “doentes Covid-19” e “doentes não Covid-19.”:
1. No Serviço de Medicina Intensiva investiu na criação de seis (6) quartos individuais de pressão negativa que permitem uma gestão flexível, de acordo com as necessidades “Covid-19” e “não Covid-19”;
2. Foram aumentados os recursos humanos da UCI;
3. Na ampliação da capacidade na UCI para “doentes Covid-19” e “não Covid-19” foram efetuadas obras de melhoria, na ordem dos 400 mil euros. A criação de novos quartos de isolamento representou um investimento adicional de mais de meio milhão de euros, em equipamento;
4. A Unidade de Cirurgia de Ambulatório do HGO foi temporariamente transformada em UCI, para dar resposta aos doentes infetados pelo SARS-Cov-2;
5. O Hospital está a reavaliar a Lista de Espera de Inscritos para Cirurgia com os Serviços Cirúrgicos, de modo a relançar a contratação de salas Cirúrgicas fora do HGO, com equipas cirúrgicas do HGO, durante janeiro de 2021.













