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Criado Grupo de Ajuda Mútua para vítimas de violência doméstica no BarreiroA iniciativa de uma vítima de violência doméstica para servir outras vítimas

No dia 11 de janeiro de 2021 foi apresentado o Grupo de Ajuda Mútua das Vítimas de Violência Doméstica, numa sessão aberta ao público, com vista a apresentar os objetivos e modo de funcionamento desta nova estrutura que vem engrossar, a par com o Gabinete de Apoio à Vítima que já existe desde 2019, a resposta do Município Do Barreiro na luta contra a violência doméstica.

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Criado Grupo de Ajuda Mútua para vítimas de violência doméstica no Barreiro A iniciativa de uma vítima de violência doméstica para servir outras vítimas

Por Jornal Rostos

A iniciativa partiu de Filomena Iria, que há 15 anos saiu de uma relação de violência doméstica que tinha durado 5 anos da sua vida. Escreveu um livro em 2014, (re)Contos de Violência Doméstica, numa edição de autor que lhe tornou possível ser entrevistada em programas de televisão e ser oradora sobre o tema em palestras por todo o país. Focada na luta contra este flagelo compreendeu que tinha de participar de forma mais interventiva, cara a cara, no atendimento a vítimas de violência doméstica. Tirou Licenciatura em Ciências Sociais e o Curso de Técnico de Apoio à Vítima. Em novembro de 2020 apresentou a proposta ao presidente da câmara municipal do Barreiro, Frederico Rosa, e à vereadora para a intervenção social, Sara Ferreira, que abraçaram o projeto e o inseriram no Gabinete de Apoio à Vítima daquele município.

O Grupo de Ajuda Mútua das Vítimas de Violência Doméstica é uma organização descentralizada que valoriza o conhecimento vivenciado do fenómeno e que permite uma compreensão mais aprofundada dos problemas, não descartando a necessidade de intervenção profissional, através da partilha de experiências e estratégias para superar o trauma e que permite reduzir de imediato o sentimento de isolamento, através de reuniões anónimas num ambiente seguro entre pares.

A função do GAM das Vítimas de Violência Doméstica é de suporte emocional com a possibilidade de, paralelamente, orientar individualmente quem nisso estiver interessado, a usar o sistema jurídico e social de combate à violência doméstica e apoio à vítima e procura ser uma ferramenta de mudança e de promoção do bem-estar, da saúde e dos direitos sociais e humanos a partir da ótica de empoderamento das vítimas de violência doméstica.

Apesar do novo confinamento geral, devido ao aumento dos números de casos de COVID-19, este projeto adormeceu. Os números de vítimas de violência doméstica também têm vindo a crescer e não existe vacina que mitigue os efeitos desta chaga social, e a fundadora do GAM das vítimas de violência doméstica do Barreiro, Filomena Iria, mantém ativos os encontros através das plataformas digitais. As reuniões são agendadas na página criada na rede social Facebook e acontecem através da plataforma Zoom.

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