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Fórum Cidadania Barreiro XXI promove Debate onlineDireito à Habitação, ao Espaço Público e às Mobilidades

O Fórum Cidadania Barreiro XXI vai promover na próxima sexta-feira, dia 26 de março, pelas 21h30, mais um debate on line, tendo como tema: Direito à Habitação, ao Espaço Público e às Mobilidades.

Uma reflexão que visa apoiar o direito à habitação e ao espaço público, desenvolvendo as mobilidades e aprofundando a coesão sócio-territorial

6 min de leitura
Fórum Cidadania Barreiro XXI promove Debate online Direito à Habitação, ao Espaço Público e às Mobilidades

Por Jornal Rostos

"O território do Barreiro é marcado por algumas assimetrias e características estruturantes que influenciam e condicionam as possibilidades de intervenção.
A sua natureza pós-industrial obriga a que o caminho da busca por soluções inovadoras para os antigos espaços industriais prossiga, sem negligenciar a importância de valorizar e dignificar os espaços públicos, não se compreendendo a este nível, por exemplo, o atual estado de degradação do Parque da Cidade, e de cerzir os territórios mais consolidados a Norte com os menos consolidados a Sul. Também não foram dados quaisquer passos com vista à melhoria das condições de acesso a habitação digna, bem como a regeneração urbana de muitas polaridades do Barreiro, destacando-se, pelo seu grande envelhecimento e degradação, o seu centro histórico. Atualmente, predomina uma lógica, que importa contrariar, de intervenção pontual, localizada e desarticulada do entorno, que não permite projetar uma solução integrada para o território do Barreiro.", refere o Fórum Cidadania Barreiro XXI

Os interessados podem participar no evento online através da plataforma Zoom - https://cidadania21.com/events/habitacao/

Fórum Cidadania Barreiro XXI promove Debate online
Direito à Habitação, ao Espaço Público e às Mobilidades
Dia 26 de Março - 21 horas

Moderação
João Pedro Cândido

Oradores
Carolina Cardoso
Arquiteta, barreirense e investigadora multidisciplinar.

Viveu 10 anos em São Paulo, onde dirigiu o Garagem Fab Lab, um espaço focado no “aprender fazendo”, por meio da tecnologia e criatividade. Leccionou no Istituto europeo di design São Paulo, em disciplinas relacionadas aos temas da Fabricação Digital, Design Aberto e Cultura Colaborativa. Em paralelo, participou em ativismos de agricultura urbana, revitalização do espaço público e construção de casas de emergência em contextos de favela. De volta às origens, iniciou um doutoramento no ISCTE-IUL. Através do cruzamento de saberes da arquitetura, do urbanismo, do design, da educação e das tecnologias, busca contribuir para uma abordagem mais colaborativa de transformação da sociedade através de ferramentas e metodologias mais abertas e inclusivas. Em 2020, mobilizou grupos cívicos de apoio à COVID19 através das plataformas como Achata a Curva, Futuros Alternativos e Vizinhos do Barreiro. Co-organizou o TUR´20 – Technopolitics in Urban Regeneration, um programa do ISCTE que teve sua 2ª edição no Barreiro, e que refletiu sobre processos de regeneração urbana de “baixo para cima”.

Tiago Mota Saraiva
Licenciatura em Arquitectura, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 2000.

Especialização em Arquitectura, Território e Memória pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra em 2004. Menção Honrosa no Prémio SECIL Universidades de 2000. Foi Assistente Convidado da Universidade Moderna de Lisboa em 2007 e Assistente Convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa entre 2007 e 2008. Membro Efectivo da Ordem dos Arquitectos desde 2001, tendo feito parte do seu Conselho Directivo Nacional (2003-07) onde desempenhou nos últimos três anos o cargo de Tesoureiro Nacional. Iniciou o trabalho na área da arquitectura e do urbanismo em 1995 tendo colaborado, em Lisboa, com; Paula Cabral, Segismundo Castello Branco e Fernando Ho, Arquitectos, a.s* (atelier de santos) Lda., Atelier do Chiado Arquitectos Lda. e Giulia de Appolonia Arquitecta. Colaborou em Roma no Massimiliano Fuksas Studio e foi consultor externo do Studio Altieri SRL de Vicenza, em Itália. Foi correspondente em Lisboa da revista espanhola “Pasajes de Arquitectura y Crítica”, 1999-2002 e teve uma coluna semanal no jornal i entre 2011 e 2019 e no jornal Dia15 entre 2018 e 2019 e consultor externo da Câmara Municipal de Lisboa para a implementação da Agenda 21 para a Cultura (UCLG). Entre Fevereiro de 2003 e Dezembro de 2005 foi sócio da empresa extrastudio – arquitectura, design e urbanismo lda. Actualmente é sócio-gerente do ateliermob – arquitectura, design e urbanismo lda., onde exerce actividade desde a sua constituição em 2005, dirigente da cooperativa “Trabalhar com os 99%” Crl, e membro da cooperativa de iniciativa local Sou Largo Crl que opera a partir do Largo do Intendente. É da direcção da associação europeia de “city makers” re:Kreators, Placemaking Europe Leader e membro do conselho editorial do Le Monde Diplomatique - edição Portuguesa.

Pedro Guimarães
Investigador do Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Lisboa.

Desenvolve investigação na área da Geografia Urbana, centrando-se no estudo da relação entre as cidades e o comércio. Temas como a governança de centros das cidades, gentrificação comercial, resiliência, políticas de planeamento comercial, têm balizado a sua investigação. Nos últimos anos tem publicado os resultados da sua investigação em revistas como a Cities, Sustainability, European Planning Studies, Urban Research & Practice entre outras. É actualmente co-coordenador do projecto PHOENIX – Regeneração Urbana Liderada pelo Comércio e as Novas Formas de Governança – que se encontra a estudar a adopção de novos modelos para a revitalização económica das áreas centrais das cidades portuguesas.”

Maria João Freitas
Socióloga doutorada.

Desde 2018, coordena um gabinete de estudos, consultoria, coaching e mentoring dedicado à facilitação de “Inteligenciação Coletiva by mjf - Oficinas Colaborativas e Processos de Capacitação. Neste âmbito, tem apoiado e facilitado várias iniciativas - ao nível local, regional ou nacional - de conceção e montagem de estratégias, planeamento ou avaliação; de ideação de ações e soluções ou ainda de sistemas de acão e governancia colaborativas, através da promoção do envolvimento e participação de múltiplos e diversificados atores em processos de desenho e co-produção coletiva de dinâmicas transformadoras e de inovação social.Foi investigadora do LNEC até 2018, onde desenvolveu um percurso dedicado às questões da habitação e intervenções integradas em territórios vulneráveis, a questões relacionadas com a água e as alterações climáticas e a questões de governancia e colaboração em co-produções.Também já desempenhou funções públicas no Programa Escolas (2000) e no IHRU (Instituto da habitação e Reabilitação Urbana) (2005-2010).

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