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BARREIRO - Na Cooperativa Cultural Popular BarreirenseNo dia 25 de Abril é tempo de »PENSAR ABRIL»

A Cooperativa Cultural Popular Barreirense na próxima terça-feira, dia 25 de abril, pelas 15 horas vai promover um evento que tem como tema: «Pensar Abril», o qual contará com a participação do Coronel de Artilharia António Dinis Delgado Fonseca, um dos protagonistas da Revolução de Abril.

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BARREIRO - Na Cooperativa Cultural Popular Barreirense No dia 25 de Abril é tempo de »PENSAR ABRIL»

Por Jornal Rostos

“Esta será uma oportunidade para recordar factos que marcaram aquele que é o momento mais importante da história recente de Portugal. Será um momento de partilha de ideias e opiniões sobre o legado do 25 de Abril e o que ele representa para o futuro do nosso país”, sublinha a direcção da Cooperativa Cultural Popular Barreirense.

O Coronel António Dinis Fonseca, vem "Pensar Abril" na sua qualidade de orador. Luis Mário Santos Cunha será o moderador.
O evento terá lugar nas instalações da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, na Rua Miguel Bombarda, Nº 64-C, 2830-305 Barreiro e conta com a colaboração de Daniel Ventura, da Alternativa Rádio.

A entrada é gratuita, mas as entradas estarão condicionadas ao limite da sala.

António Dinis Delgado Fonseca
Biografia

Coronel de Artilharia na situação de reformado, António Dinis Delgado Fonseca, nascido em 1940 na freguesia de Vila Garcia, concelho de Trancoso, formado na Arma de Artilharia em 1962 pela Academia Militar, tirou o curso de Ranger´s em 1964 na Escola Prática de Infantaria dos EUA, e em 1979 licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade Técnica de Lisboa.
Foi instrutor, comandante de Companhia e director de instrução ao longo de 9 cursos de Operações Especiais no Centro de Instrução de Operações Especiais de Lamego. Fez uma comissão de serviço em Timor e duas outras em Angola, sempre em zonas operacionais.
Regressado de Angola em Janeiro de 1974 na sequência do movimento militar de 16 de Março foi novamente colocado na sua unidade de Lamego para dar continuidade à Instrução do curso de Operações especiais ( RANGERS ).
Em 24 de Abril de 1974, dando cumprimento à Ordem de Operações do MFA, tomou o comando do CIOE e marchou durante a noite com uma Companhia de Comandos reforçada para a cidade do Porto, onde aquela força teve papel importante no controle militar da cidade e nas operações do 25 de Abril.
Acompanhou todas as operações e decisões do MFA, quer militares quer políticas, até à instalação completa do novo regime democrático saído da Assembleia Constituinte, tendo desempenhado várias missões de que se destacam o comando da Polícia Militar da Região Militar do Porto, delegado da Junta de Salvação Nacional na Delegação do Porto do Ministério do Trabalho, responsável pelas Campanhas de Dinamização na Região Militar Norte.
Na sequência do 25 de novembro de 75 foi colocado no EME onde foi programador da Instrução Geral do Exército e arrumador de livros na Biblioteca do Exército. Chamado a colaborar como adjunto de gabinete dos Conselheiros da Revolução Victor Alves e Vasco Lourenço fez parte da Comissão de Extinção do Concelho da Revolução e foi responsável pela entrega da documentação na Torre do Tombo.
Após a sua passagem à situação de reserva e posteriormente à reforma prestou serviço numa empresa privada onde durante 30 anos foi criador e diretor da AFLOPS - associação de produtores florestais das maiores zonas florestais a sul do Tejo, onde adquiriu larga experiência na prevenção e no combate de fogos florestais.
Atualmente é combatente reformado , mas ativo a tentar melhorar o mundo.
Condecorações:
- Medalha de prata de Serviços Distintos em campanha
- Grande Cruz da Ordem da Liberdade.

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