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Sesimbra -Associação Cristã de Empresários e Gestores - ACEGEEvento "Empresas com propósito: ESG para PME" com mais de três dezenas de participantes

Na abertura, Marco Rodrigues, coordenador da ACEGE Sesimbra, lembrou que- "o maior desafio que enfrentamos, enquanto sociedade é a passagem do principio do TER para o principio do SER. Podemos ter tudo mas não ser nada. Mas se formos tudo nunca nos faltará nada.”

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Sesimbra -Associação Cristã de Empresários e Gestores - ACEGE Evento "Empresas com propósito: ESG para PME" com mais de três dezenas de participantes

Por Jornal Rostos

A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) e a Fundação Santander realizaram no Hotel Sana, um evento inserido no ciclo de conferências ESG dedicado às Pequenas e Médias Empresas (PMEs). O evento, intitulado "Empresas com propósito: ESG para PME", contou com mais de três dezenas de participantes.

Na abertura, Marco Rodrigues, coordenador da ACEGE Sesimbra, lembrou que “…a sustentabilidade e os critérios ESG (ambientais, sociais e de governance) são fundamentais para as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), na sua afirmação num mercado cada vez mais global”, tendo ainda referido que: “A ACEGE destaca a importância da solidariedade e do cuidado com os mais vulneráveis, princípios que se alinham com os valores sociais e de governança dos critérios ESG”. Tendo concluído com um repto a todos os presentes: “O maior desafio que enfrentamos, enquanto sociedade é a passagem do principio do TER para o principio do SER. Podemos ter tudo mas não ser nada. Mas se formos tudo nunca nos faltará nada.”

O professor Neto da Silva, fez um enquadramento macro, tendo destacado que “…termos vidas simples resolveria uma parte significativa dos problemas.”
Lembrou ainda que “o foco apenas nas alterações climáticas é perigoso, pois distrai-nos do problema real e tranquiliza as nossas consciências convencendo-nos de que estamos a fazer o que precisa de ser feito. O que realmente precisamos é de uma ideologia da vida simples.
A parte mais difícil será reprogramar-nos mentalmente para que não nos sintamos fracassados se não estivermos constantemente a acumular mais” tendo concluído que “Precisamos de uma matriz mental, que nos faça sentir felizes quando consumimos apenas
o que precisamos e damos tempo ao planeta para repor os seus recursos, que nos faça sentir infelizes quando consumimos em excesso.” Concluiu ainda para a plateia que: “…neste contexto, os gestores têm que escolher entre permanecer na sua zona de conforto e ver as suas empresas desaparecerem ou juntar-se à luta e tornarem-se vencedores a longo prazo, identificando e enquadrando os problemas actuais, e por fim compreender que os factores mais importantes que precisamos de mudar estão nas nossas próprias mentes, em todos os níveis de tomada de decisão e este é o trabalho mais difícil que um empresário, gestor
ou administrador tem pela frente .

Seguiu-se uma mesa redonda onde, sobre a mediação da Ana Marques e do Bruno Piegas, o Filipe Lourenço, empresário do sector das pescas disse que “muito ainda à a fazer num sector cuja regulação é feita por pessoas que nunca andaram num barco de pesca, que só conhecem os circuitos do peixe pescado no papel”, dando alguns exemplos, nas matérias de regulamentação de boas e de más prácticas nesta área que afectam directamente a sustentabilidade marinha e económica. Joaquim Ramalheira do Grupo Sana identificou “a responsabilidade social como boa práctica, sendo que essa responsabilidade começa dentro de casa com cada colaborador e com a noção de que o que cada um faz tem impacto no que o outro vive”, por fim, Luís Miguel Costa, CEO da GET2C, explanou sobre a sustentabilidade nos negócios e como negócio. Referindo ainda que “não pode haver uma homogeneidade de medidas globais. Cada sector é um sector. As tecnológicas e consultoras não podem ter o mesmo modelo de governance que uma empresa hoteleira, das pescas ou da saúde. Tem de haver um objectivo (comum), mas o seu modo de o atingir tem de ser adaptado e contextualizado a cada realidade”, concluiu ainda dando alguns exemplos na área onde actua.

O evento enfatizou a importância da integração dos princípios ESG nas estratégias das PMEs, destacando que a sustentabilidade é essencial para o crescimento económico e para a construção de uma sociedade equitativa e um ambiente saudável.

Fonte - ACEGE Sesimbra

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