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Na diocese de SetúbalDecorreu recenseamento da prática dominical
. É “instrumental para projetar o futuro”

Decorreu este fim-de-semana o Recenseamento da prática dominical na diocese de Setúbal. Em todas as eucaristias dominicais da diocese (tarde de sábado e dia de domingo) foram recolhidos dados estatísticos.

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Na diocese de Setúbal Decorreu recenseamento da prática dominical . É “instrumental para projetar o futuro”

Por Jornal Rostos

Neste fim-de-semana de 18 e 19 de maio, a diocese de Setúbal promoveu um Recenseamento da prática dominical, da responsabilidade da Comissão Diocesana do Novo Mapa, criada pelo Cardeal D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal, para poder “tirar uma fotografia do momento” e conhecer a realidade da diocese conforme explica o prelado.

Nas quase 200 celebrações que decorreram este fim-de-semana em todas as 57 paróquias do território que compreende a diocese de Setúbal, cada um dos participantes foi convidado a responder a um inquérito com 9 perguntas, em papel ou em formato digital, que procuravam conhecer não apenas a frequência da eucaristia ou se comunga, mas também a proveniência, naturalidade e a escolaridade, entre outros aspetos.

D. Américo Aguiar explica que “estamos a fazer um percurso que a Comissão do Novo Mapa está a trabalhar como proposta, até para assinalar os 50 anos da diocese, e há coisas muito importantes para serem feitas, indispensáveis para essa proposta, e um deles é o recenseamento da prática dominical que aconteceu neste fim-de-semana”, explicou, agradecendo “a participação de todos os que, nas celebrações, colaboraram, e também a todos os que, na logística deste recenseamento, ajudaram”.

O trabalho desta comissão, que teve início com um inquérito às paróquias, tem como objetivo preparar o mapa territorial da diocese a partir dos próximos tempos. “Para se projetar o futuro, temos de respeitar o passado e conhecer o presente, e nós só podemos ser mais assertivos naquilo que venha a ser o mapa do futuro se soubermos quem somos, quantos somos, como somos, de onde somos, como é que circulamos, em que celebrações participamos, para entendermos a mobilidade destes homens e mulheres que constituem a diocese de setúbal e podermos projetar esse futuro”, considera D. Américo Aguiar.

O bispo de Setúbal destaca ainda que este é mais um momento de “sinodalidade” na diocese. “Esta sinodalidade implica a participação de cada um. Ninguém está dispensado de ter estes incómodos, de rasgar papeis, de responder, e há-de ser com a colaboração de todos que chegaremos ao fim e teremos uma proposta mais próxima das exigências que o futuro nos vai colocar”.

O Cardeal D. Américo Aguiar lamenta que, após o último recenseamento nacional de 2011, não se tenha voltado a recorrer a esta ferramenta. “Tenho pena que no nosso país este recenseamento da prática dominical tivesse deixado de ser um hábito. Acho que não temos um desde 2011, e é muito importante que se faça. Para tomarmos decisões, temos de conhecer a realidade do terreno e das pessoas a quem nos dirigimos, porque senão podemos estar a gastar-nos e a desgastar-nos sem estarmos a corresponder à realidade do território onde estamos”, avisa.

“O recenseamento, por muitas falhas que tenha, não é para saber se somos bons ou maus, se estamos a crescer ou diminuir, é uma fotografia do momento, e essa realidade será instrumental para se tentar perceber o futuro”, conclui o prelado, que está de partida para Roma com os outros bispos para a visita Ad limina que decorrerá esta semana no Vaticano.

Fonte - Diocese de Setúbal

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