SETÚBAL - No Museu do Trabalho Michel GiacomettiRica e motivadora Tarde Intercultural Descolonização, Guerra e Paz

Por Jornal Rostos
Tal é indissociável da convergência da resistência e luta antifascista do povo português e a luta pela independência, a soberania nacional e a Paz dos povos subjugados ao colonialismo, os povos de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, Moçambique e de Goa, Damão e Diu. No seio da luta contra a ditadura, pela Liberdade e a Democracia onde ao longo de 48 anos germinou e cresceu a consciência dos Militares que vieram a ser os Militares do Movimento das Forças Armadas, do MFA de Abril, vingou uma só batalha, a batalha por um Mundo Melhor, crescendo a solidariedade transatlântica para que em todos os cantos da Terra se cante O Povo Unido jamais será vencido”, assim a Dra. Lucinda Fernandes, Técnica Superior da Câmara Municipal de Setúbal, após os agradecimento, abriu a tarde Intercultural que a 16 de Novembro último teve lugar no Museu do Trabalho Michel Giacometti, cujo temática “Descolonização, Guerra e Paz” teve assento no Filme documentário de Paulo Guerra, também presente, e Edgar Feldman, “Varela Gomes - um olhar próprio”.
A manutenção de parcerias entre o Município e da ACR foi destacada como uma honra para ambas as partes, dados os exemplos, entre outros, ainda este ano, da primeira visita do Major-General Jorge Aires, Presidente da ACR, a 8 de Maio, tal como a 1 de Junho, também numa Tarde Intercultural sobre Serviço Cívico Estudantil, e em 2022, a 25 de Novembro, como que em “confronto” com a reacção, o acolhimento ao então Presidente da Associação, Coronel Baptista Alves, e de Paulo Guerra, na projecção do filme comemorativo do Centenário do Companheiro Vasco Gonçalves, o General indissociável do trabalho e dos compromissos políticos de Michel Giacometti.
O Major-General Jorge Aires focou a sua intervenção com olhos postos na sessão na tarde do próximo sábado, 23, pelas 14h30, na Casa do Alentejo em Lisboa, “Descolonização e Luta pela Paz URGÊNCIA DO PRESENTE”, uma reflexão e debate ancorados sobre o que foi a Revolução de Abril para a Paz e a urgência do tempo presente de lutar contra a guerra. “É preciso avisar toda a gente! Se as forças de Abril não o fizerem, não se faz! Paz sim, Guerra não!”
Paulo Guerra orgulhou-se de ser coautor do filme, dado o destacado papel de Varela Gomes na luta antifascista, e de entre a assistência, na ordem mais de uma quinzena de presenças, estiveram o advogado José André Canhoto Antunes, em tempo de guerra Capitão Miliciano, e o médico António Trabulo, em exercício no Navio Hospital Gil Eanes, ambos com obra escrita sobre a guerra colonial na Guiné Bissau.
António Trabulo, editou, entre outros, “A GUERRA DA GUINÉ”, com particular enfoque em Amílcar Cabral, líder da luta que conduziu à libertação daquela colónia, e Canhoto Antunes um extenso texto no livro de vários autores, uma dúzia, “GUINÉ, OS OFICIAIS MILICIANOS E O 25 DE ABRIL”.
A páginas 87, o actual advogado conta que a 25 Junho de 1974, no seguimento de contactos e encontros anteriores, em Empada, num local acertado, os três com os seus homens fardados, encontrou-se com Fernando Badinca, comandante da guerrilha na região, e Armindo Rodrigues, Comissário Político, este exibindo a bandeira do PAIGC que entregou nas mãos de Canhoto Antunes, gesto retribuído pela oferta do nº especial do Século Ilustrado de 27 de Abril, que trazia a reportagem fotográfica do 25 de Abril. Bandeira e jornal da Paz.
Momentos de emoção não faltaram, e a tarde terminou em Tarde ainda mais Cultural com uma intervenção de Fernando Casaca, actor e director de teatro, sobre Varela Gomes.
V. S.













