SEIXAL - Associação Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito SetúbalCelebração dos 100 anos do Cacilheiro Rio Tejo Segundo
Há embarcações que nascem para cruzar margens e outras que, ao fim de 100 anos, descobrem que o tempo também se atravessa com dignidade, charme e uma boa dose de histórias por contar.

Por Jornal Rostos
O Rio Tejo Segundo, cacilheiro construído em 1925, foi durante décadas um incansável trabalhador do Tejo, ligando Lisboa ao Seixal, ao Barreiro, à Trafaria ou a Cacilhas. Desativado do serviço fluvial no final dos anos 80, o Rio Tejo Segundo encontrou um novo porto na Baía do Seixal, onde permanece atracado como restaurante flutuante, sem jamais abdicar da sua essência de cacilheiro.
De forma a celebrar esta data importante, terá lugar a bordo do referido navio, a cerimónia de comemoração do centenário do Rio Tejo Segundo, que se inicia pelas 10 horas com o lançamento da obra académica de Vera Serrão, intitulada “Quinta da Fidalga: História da Construção do Espaço e o Original Sistema do Tanque de Maré”, resultado da sua Dissertação de Mestrado em História da Arte, que traz nova luz sobre a ligação da família Vasco da Gama ao Seixal. Seguir-se-á ainda um momento protocolar e o descerramento de uma placa comemorativa dos 100 anos do emblemático cacilheiro, atracado na belíssima Baía do Seixal.
«É com muito orgulho que celebramos o centenário de uma embarcação tradicional, que tantas vezes fez a travessia do Tejo. Esta é também uma forma da autarquia ajudar a preservar o legado e a história de um elemento tão importante da nossa identidade, enquanto concelho profundamente ligado ao rio Tejo» afirma o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.
Esta cerimónia é organizada pela Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal (ACISTDS), em parceria com os proprietários do Lisboa à Vista e da Câmara Municipal do Seixal.













