Mensagem do Bispo de Setúbal para o Dia Mundial dos Pobres 2025A esperança cristã é como uma âncora que abre caminhos de caridade

Por Jornal Rostos
Dia Mundial dos Pobres 2025 – 16 de novembro de 2025
Domingo XXXIII do Tempo Comum
«Tu és a minha esperança» (Sl 71,5)
Saudações fraternas a todos, todos,todos.
Neste Dia Mundial dos Pobres, unimo-nos ao Papa Leão XIV, que nos recorda que a esperança nasce muitas vezes no coração ferido daqueles que sofrem.
Como reza o Salmista, estas são as palavras de muitos pobres : «Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus» (Sl 71,5).
Para quantos, mesmo entre provações, Deus é “o rochedo e a fortaleza” (Sl 71,3); n’Ele, a esperança “não dececiona” (Rm 5,5).
O Santo Padre lembra-nos que “o pobre pode tornar-se testemunha de uma esperança forte e confiável”, porque não se apoia em seguranças materiais, mas em Deus (n. 2). E
Mas também nos alerta que : “a pobreza mais grave é não conhecer a Deus” (n. 3).
Por isso, a nossa missão é oferecer não só todo o apoio material que nos for possível, mas também a amizade do Senhor, a sua Palavra e a vida da comunidade, local onde tudo o que o Senhor nos pede, se pode e deve vivenciar.
A esperança cristã — diz o Papa — é como uma âncora que fixa o coração na promessa de Cristo (n. 4) e abre caminhos de caridade.
Esta caridade, que é “o maior mandamento social” (CIC 1889), exige enfrentar as causas estruturais da pobreza e construir sinais concretos de esperança: o trabalho que nos dignifica enquanto pessoas, a educação que deve ser acessível a todos, a
habitação justa, a saúde para todos (cf. n. 5).
Não nos deixemos abater por nos parecer impossível alcançar todas estas metas.
Antes pelo contrário, sejamos capazes de as defender, certos de que o Reino dos Céus se constrói no aqui e no agora, com as suas limitações mas também com as possibilidades que possam surgir.
Na Diocese de Setúbal, onde tantas famílias carregam fragilidades profundas, agradeço o trabalho silencioso de tantos agentes pastorais, instituições e voluntários que servem com criatividade e amor, quem mais precisa.
Como afirma o Santo Padre, “os pobres não são objetos da pastoral, mas sujeitos criativos” (n. 6) — caminham connosco e evangelizam-nos, revelando-nos a força e a beleza do amor ao próximo, gratuito e generoso.
Peçamos a Maria, Consoladora dos aflitos e Mater Spei, que nos ensine a viver o Evangelho com o coração ancorado em Deus, proclamando com confiança:
«Em Vós, Senhor, espero: nunca ficarei desiludido».
Com amizade e bênção,
+ Cardeal Américo Aguiar
Bispo de Setúbal













