Da literatura ao palco: inclusão em movimento no AMAC«A Magia de Matilde» ganha vida no Festival de Dança do Barreiro

Por Jornal Rostos
Há histórias que não cabem apenas nas páginas de um livro — precisam de ganhar corpo, voz e movimento. É esse o caminho que “A Magia de Matilde” segue agora, ao transformar-se em expressão artística no palco do Festival de Dança do Barreiro, através da atuação do grupo ‘Corpos que Falam’, projeto dinamizado na Associação NÓS por Paulo Esparteiro.
O livro, também da autoria de Paulo Esparteiro, com ilustrações e design de Daniela Sá, foi lançado no passado mês de março e celebra a coragem, a amizade e a liberdade da dança, contando a história de Matilde, uma menina que, usando cadeira de rodas, encontra na dança a sua forma mais plena de expressão. Inspirada no projeto ‘Corpos que Falam – Dança Criativa e Inclusiva’, a obra afirma
que todos os corpos contam e que cada gesto tem voz.
No próximo 2 de maio, essa mensagem ganha nova dimensão com a apresentação em palco do AMAC, a partir das 16 horas. “Mais do que um espetáculo, este momento assume-se como um espaço de encontro, partilha e expressão, onde a diferença se transforma em linguagem artística”, considera Paulo Esparteiro voluntário da NÓS.
Criado e desenvolvido na Associação NÓS, o projeto ‘Corpos que Falam’ envolve jovens e adultos com deficiência, promovendo a dança como ferramenta de comunicação, criação, autonomia e inclusão social. A atuação agora apresentada dá continuidade ao percurso iniciado com o livro, reforçando o diálogo entre diferentes formas de expressão artística.
Esta passagem do livro para o palco é também uma afirmação clara do poder transformador da arte: quando é verdadeira, inclui, aproxima e cria pontes. A história de Matilde continua assim a encantar — agora em movimento, partilhada entre todos e para todos, pelo que fica o convite à comunidade para participar neste momento que promete ser especial.
Texto: NÓS













