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Grândola - Encontro da Canção de ProtestoCom o título «Onde o Vento Cortou Amarras»
. 5, 6 e 7 de junho

Grândola acolhe, uma vez mais, entre 5 e 7 de junho, nova edição do Encontro da Canção de Protesto, este ano com o título Onde o Vento Cortou Amarras. É proposta uma reflexão sobre a música enquanto resistência, nos seus vários géneros, com especial destaque para as questões do (anti)racismo e da discriminação. Todas as atividades são de acesso livre.

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Grândola - Encontro da Canção de Protesto Com o título «Onde o Vento Cortou Amarras» . 5, 6 e 7 de junho

Por Jornal Rostos

Hop à Margem, na Biblioteca Municipal de Grândola.

Nessa noite, atuam no palco do Jardim 1º de Maio o duo galego Caamaño&Ameixeiras e a cantora Gisela João.

No dia 6 de junho, tem lugar no Cineteatro Grandolense, o colóquio Lá no Xepangara? - Africanidades musicais entre História e Canção de Protesto, com a presença de Manuel Pedro Ferreira, Nuno Mendonça de Raimundo e Selma Uamusse, e com moderação de Rui Cidra. Esta mesa-redonda visa pôr em perspetiva histórica a influência da música africana na música portuguesa, com foco particular na obra de Zeca Afonso.

Segue-se, no mesmo espaço, a exibição do filme Filhos do Meio – Hip Hop à Margem, cujas temáticas servirão de mote para o colóquio dessa tarde. Este contará com a presença de Eva Cruzeiro (Eva Rapdiva), Jakilson Ramos Pereira (Hezbó MC) e Ricardo Farinha, e com moderação de José Mariño. O filme conta a história do rap em Almada e no Miratejo, um dos primeiros grandes focos deste género musical em Portugal.

A apresentação do livro Unearthing the Music: Footnotes to Sonic Resistance in Non-democratic Europe (1950–2000) contará com a presença de um dos autores, Rui Pedro Dâmaso, e com introdução de Hugo Castro.

Nessa noite, os momentos musicais no Jardim 1º de Maio têm como protagonistas Mynda Guevara e Selma Uamusse.

O último dia do Encontro, 7 de junho, inicia com a sessão testemunhal Embalar a Trouxa e Zarpar, também no Cineteatro Grandolense, que conta com a presença de Haneen Sabbah, Rui Mota e Tino Flores, e com moderação de Ivan Lima. A sessão, em parceria com o projeto EXIMUS, coloca em discussão a arte e os exílios políticos do passado e do presente.

A sessão de canto livre encerra a edição deste ano, com o duo brasileiro Coupple Coffe e JP Simões a subirem ao palco do Cineteatro Grandolense.

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) é um organismo resultante da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa intitulados Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), e Instituto de História Contemporânea (IHC).

Todas as atividades são de acesso livre

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