Trabalhos de José Bedia e Manuel Vilariño na MEIAC
José Bedia, “Estremecimientos”.
Por Jornal Rostos
Patente até 21 de Março, a exposição de José Bedia será comissariada por Omar-Pascual Castillo e constitui uma produção conjunta do MEIAC, do Centro de Arte Contemporâneo de Salamanca (CASA) e do Instituto da América/Centro Damián Bayón de Santa Fé, de Granada. A mostra será acompanhada por um catálogo de 160 páginas, com 100 ilustrações e textos em castelhano e inglês de Omar-Pascual Castillo, Kevin Power, Robert Farris Thompson e Francine Birbragher.
Esta antologia do artista cubano constituída por 37 pinturas, 14 desenhos, 4 tapetes e mantas e 5 instalações, repartidas por fragmentos, cada um deles dedicado a um tema ou a um tipo de trabalho desenvolvido por José Bedia. Em todos sobressai a ideia de intimismo e de redefinição do próprio artista, patente em todos os seus trabalhos desde a segunda metade dos anos 90 até aos nossos dias. José Bedia já conquistou diversos prémios e participou em exposições individuais e colectivas por todo o mundo, com presenças nos mais prestigiados museus e centros artísticos internacionais, como o MOMA, em Nova Iorque, o Museu Georges Pompidou, em Paris, o MARCO, de Monterrey, o Museu de Arte Contemporânea Garillo Gil e o Museu Rufino Tamayo, no México, entre outros. A sua obra caracteriza-se pela abordagem do multiculturalismo e do sincretismo sócio-cultural através de um grafismo primitivo, quase neolítico. Desde há 30 anos que José Bedia trata artisticamente os costumes e os signos de povos ancestrais de origem africana, ameríndia, norte-americana, australiana e outras, o que já lhe valeu um estatuto de referência internacional da arte neo-conceptual, no contexto da cultura das Américas.
Manuel Vilariño, “Sinal del Aire”
“Señal del Aire”, que permanecerá no MEIAC até 14 de Março, constitui um conjunto de fotografias de grande formato, retratando objectos concebidos a partir de materiais tão diversos como animais, ossadas, pimentão e açafrão. Ao longo dos trabalhos que compõem a exposição, o artista explora a metamorfose dos corpos e a relação da vida e da morte com o sagrado, inspirado nas viagens pela Extremadura, encaradas como experiências de descoberta e conhecimento.
Manuel Vilariño, de origem galega, é um dos mais importantes representantes da fotografia artística em Espanha, com trabalhos amplamente difundidos na Europa e nos Estados Unidos. Já participou em mais de 30 exposições individuais e está representado em diversos museus e colecções particulares.













