Câmara de Mourão expõe fotografias sobre a Aldeia da Luz
A Câmara Municipal de Mourão vai proceder à inauguração da exposição de fotografias intitulada “A nova Luz - Memória de uma trasladação” , propriedade do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta da Extremadura, no dia 6 de Março, às 17 horas, no Salão de Exposições da Aldeia da Luz, inserida no programa do Festival Taurino, e estará patente até ao dia 21 de Março.
Por Jornal Rostos
A exposição, composta por 50 fotografias a preto e branco da autoria de José Maria Ballester, constitui um relato da transformação sociológica e do percurso emocional vividos pelos habitantes da Aldeia da Luz, que tiveram de abandonar a sua terra, submersa por causa da construção da barragem do Alqueva.
Existe um catálogo da exposição, que será organizada em três partes. Na primeira, o fotógrafo revela um mundo prestes a desaparecer, com o último casamento, os últimos paroquianos, as últimas festas. Um segundo grupo de imagens retrata a mudança, com a chegada das escavadoras e a trasladação dos entes queridos de um cemitério para outro. As últimas fotografias registam a nova Aldeia da Luz, um mundo a descobrir, com chaminés brancas e ruas a estrear.
Esta iniciativa reflecte a especial atenção que a Extremadura dedicou à edificação da barragem do Alqueva e às suas repercurssões sociais, patrimoniais e ambientais. O caso especial da Aldeia da Luz despertou o interesse da Tragaluz, uma produtora extremenha, que realizou um documentário de 50 minutos sobre o processo do alagamento da localidade, sob a perspectiva dos seus habitantes.
José Maria Ballester é um fotógrafo extremenho que iniciou a sua actividade em 1983. Desde então, recebeu diversos prémios e participou em várias exposições individuais e colectivas. Ao longo do seu percurso, dedicou especial atenção às paisagens e monumentos da raia luso-espanhola, que evidenciou nas exposições “Alentejo” (1999), “Gentes e Paisagens da Raia” (2000) e “Fortificações da Raia” (2002).
Existe um catálogo da exposição, que será organizada em três partes. Na primeira, o fotógrafo revela um mundo prestes a desaparecer, com o último casamento, os últimos paroquianos, as últimas festas. Um segundo grupo de imagens retrata a mudança, com a chegada das escavadoras e a trasladação dos entes queridos de um cemitério para outro. As últimas fotografias registam a nova Aldeia da Luz, um mundo a descobrir, com chaminés brancas e ruas a estrear.
Esta iniciativa reflecte a especial atenção que a Extremadura dedicou à edificação da barragem do Alqueva e às suas repercurssões sociais, patrimoniais e ambientais. O caso especial da Aldeia da Luz despertou o interesse da Tragaluz, uma produtora extremenha, que realizou um documentário de 50 minutos sobre o processo do alagamento da localidade, sob a perspectiva dos seus habitantes.
José Maria Ballester é um fotógrafo extremenho que iniciou a sua actividade em 1983. Desde então, recebeu diversos prémios e participou em várias exposições individuais e colectivas. Ao longo do seu percurso, dedicou especial atenção às paisagens e monumentos da raia luso-espanhola, que evidenciou nas exposições “Alentejo” (1999), “Gentes e Paisagens da Raia” (2000) e “Fortificações da Raia” (2002).













